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Expectativa de vida dos neandertais era igual à dos primeiros humanos modernos

Cerca de 25% deles ultrapassavam os 40 anos

Por The New York Times Atualizado em 6 Maio 2016, 17h10 - Publicado em 18 jan 2011, 19h58

O último neandertal conhecido viveu há cerca de 40.000 anos

A longevidade dos primeiros humanos modernos (Homo sapiens) e a dos neandertais (Homo neanderthalensis) eram aproximadamente a mesma, segundo um novo estudo. Isso sugere que a vida mais longa não foi o que ajudou a aumentar a população dos primeiros humanos modernos.

Erik Trinkaus, antropólogo da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, e autor do estudo, relatou suas descobertas no periódico científico The Proceedings of the National Academy of Sciences. “Devia haver alguma outra coisa acontecendo, pois as populações de humanos modernos estavam crescendo”, disse ele. “O último neandertal que conhecemos viveu há cerca de 40.000 anos”.

Trinkaus estudou registros fósseis de humanos de toda a Eurásia e de neandertais da metade ocidental da Eurásia, para estimar a mortalidade dos adultos nos dois grupos. Ele descobriu que havia aproximadamente o mesmo número de adultos entre 20 e 40 anos nos dois grupos, assim como acima de 40 anos. Cerca de 25 por cento dos humanos e neandertais adultos ultrapassavam os 40 anos de idade.

Mortalidade infantil – Com a longevidade sendo igual, os cientistas precisam compreender melhor as taxas de fertilidade e de mortalidade infantil para determinar por que as populações humanas cresceram e prosperaram, enquanto os neandertais definharam até a extinção. “Isso significa que precisamos buscar os motivos em outro lugar, e as taxas de sobrevivência infantil podem ser uma resposta”, afirmou Trinkaus.

A pesquisa também levanta outras questões interessantes sobre como os humanos transmitiram conhecimento através dos anos, disse Julien Riel-Salvatore, antropólogo da Universidade do Colorado, em Denver. “Os indivíduos mais velhos possuem mais experiência de vida e um conhecimento mais consistente”, disse ele. “Sendo assim, existia uma confiança maior em artefatos simbólicos, em ornamentos e pinturas?”

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