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Estudo usa robô e tecnologia 3D para recriar artefatos em Pompeia

Tecnologia vai unir novamente todos os fragmentos de afrescos de dois locais de do parque arqueológico

Por Da Redação Atualizado em 2 set 2021, 15h28 - Publicado em 2 set 2021, 15h23

Artefatos arqueológicos quase sempre são encontrados fragmentados, o que dificulta e atrasa o processo de restauração. Um novo projeto do Parque Arqueológico de Pompeia, na Itália, vai utilizar robôs, scanners e tecnologia em 3D para remontar esses objetos destruídos pela erupção do Vesúvio de 79 d.C. e por danos posteriores.

Os primeiros testes serão feitos nos afrescos da Casa dei Pittori al Lavoro, na Insula dei Casti Amanti, local muito danificado na erupção vulcânica e também durante bombardeios na II Guerra Mundial. Desde 2018, a área vem sendo estudada por um grupo de especialistas em pintura mural da Universidade de Lausanne, na Suíça, sob coordenação do professor Michel E. Fuchs.

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Também serão examinados os afrescos da Schola Armaturarum, que sofreu um colapso na estrutura em 2010 e que ainda não foi completamente restaurada. Essa área foi reaberta ao público em janeiro de 2019. Em ambos os casos, as peças estavam no depósito arqueológico do parque.

Milhares de fragmentos, assim como peças de um enorme quebra-cabeças, serão reexaminados com o auxílio de uma infraestrutura robótica, dotada de braços mecânicos que conseguirão digitalizar as peças, reconhecê-las por meio de um sistema de digitalização em 3D e saber o exato local onde cada uma deve se encaixar. Essa é a primeira vez que esse tipo de tecnologia avançada é usada no sítio arqueológico, um dos mais importantes da Itália.

A missão de “reconhecer” cada um dos fragmentos e de separá-los terá precisão mecânica tanto na manipulação como na movimentação de cada um dos pedaços. Além disso, os pesquisadores afirmam que a técnica causará o mínimo possível de danos, o que não seria possível por meio do trabalho humano.

Chamado de “RePAIR”, um acrônimo para “Reconstruction of the Past: Artificial Intelligence and Robotics meet Cultural Heritage” (Reconstrução do passado: Inteligência Artificial e Robótica encontram-se com Patrimônio Cultural, em tradução livre), o projeto será coordenado pela Universidade Ca’Foscari de Veneza em parceria com a equipe de Fuchs e institutos da Itália, Israel, Portugal e Alemanha.

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