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Dinossauros tinham sangue quente, aponta análise

Contrariando anos de teorias, estudo indica que os grandes répteis eram homeotermos, como os humanos

Por Sabrina Brito - 18 Feb 2020, 16h48

Um estudo publicado na semana passada (14) contraria décadas de pesquisas já feitas sobre a regulação térmica dos dinossauros. De acordo com o artigo, publicado no periódico científico Science Advances, os répteis pre-históricos teriam tido sangue quente, igual ao dos mamíferos e aves, e não frio, como se imaginava.

Isso significa que eles teriam sido capazes de regular sua temperatura corporal de forma autônoma e estável. Assim, diferentemente dos animais de sangue frio, as alterações de temperatura do ambiente não teriam grande impacto sobre os seus corpos.

Como na escala evolutiva eles estão entre os répteis (de sangue frio) e as aves (de sangue quente), faz sentido que não haja uma unanimidade óbvia acerca da manutenção da sua temperatura corporal. Em 2014, uma pesquisa havia sugerido que os dinossauros não possuíam sangue quente e nem frio, mas sim estariam em algum tipo de meio termo.

O estudo se baseou na análise de cascas de ovo de alguns dinossauros. Espécimes de carnívoros e herbívoros foram testadas, revelando que as temperaturas dos ovos desses animais girava em torno dos 37,8°C e dos 27,8°C, respectivamente — altas demais para serem registradas em seres de sangue frio.

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O mesmo teste foi repetido em cascas de animais invertebrados de sangue frio encontrados na mesma região. As temperaturas encontradas foram de 21°C a 32,7°C mais frias, servindo de apoio para a hipótese de que dinossauros tinham a habilidade de manter suas temperaturas estáveis independentemente do meio.

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