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Contaminação por óleo atinge todo o litoral do nordeste

Depois de um mês, Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, foi a Sergipe verificar a poluição das praias

Por Jennifer Ann Thomas Atualizado em 7 out 2019, 18h47 - Publicado em 7 out 2019, 17h58

Há mais de um mês, no dia 2 de setembro, manchas de óleo apareceram nas praias de Pernambuco. Ao longo das últimas semanas, a poluição foi se espalhando para os outros estados até que, no início deste mês, chegou ao litoral da Bahia, o último estado da região nordeste no qual a contaminação ainda não havia sido identificada.

Na Bahia, as manchas foram registradas nas praias de Mangue Seco, a 210 quilômetros de Salvador, e na de Siribinha, a 190 quilômetros da capital. A região baiana que foi atingida é uma área de proteção e preservação de tartarugas marinhas, com atuação do Projeto Tamar.

De acordo com o biólogo e coordenador-geral do Projeto Cetáceos da Costa Branca, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, Flávio Lima, o principal motivo de preocupação neste momento é que, literalmente, todo o nordeste foi atingido. “Algumas áreas onde o petróleo foi encontrado são ricas em bancos de algas que servem de alimentos para as tartarugas e os peixes-bois. Já foram encontrados vestígios no Piauí, então a preocupação é grande, porque agora a contaminação do ambiente é sistêmica”, afirmou Lima.

Segundo o Ibama, onze tartarugas e uma ave foram resgatadas. Os animais que chegam até a costa são os que foram carregados pela correnteza. No caso da tartaruga, quando acontece esse tipo de contaminação, ela perde o controle de seus movimentos. É como se ficasse presa dentro de uma bolha de óleo, sem poder nadar e se alimentar. 

Em nota oficial, o Ibama afirmou que uma investigação apontou que “o petróleo que está poluindo todas as praias é o mesmo. Contudo, a sua origem ainda não foi identificada”. De acordo com a Marinha, “dentre as ações em curso, estão sendo identificados e notificados navios-tanque que trafegaram próximo às regiões atingidas com as manchas, em período que antecede o acidente, para fins de esclarecimentos sobre supostos vazamentos de óleo”.

O ministro do Meio Ambiente foi a Sergipe. Em sua conta do Twitter, Ricardo Salles postou: “vistoriando o local de óleo nas praias. Desde 2 de setembro as equipes do IBAMA e ICMBIO, junto aos 42 municípios, marinha e demais órgãos no recolhimento de mais de 100 toneladas de borra de petróleo”.

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