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Cientistas isolam anticorpo de lhama eficaz contra o coronavírus

Novo estudo descobriu proteína que se liga com muito mais força a célula atacada pelo vírus

Por Sabrina Brito 23 dez 2020, 16h22

Pesquisadores dos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos conseguiram isolar um conjunto de anticorpos contra o coronavírus produzidos por uma lhama. O estudo, publicado no último dia 22 no periódico científico Scientific Reports, sugere que pelo menos um desses anticorpos pode prevenir a infecção e detectar o vírus dentro do organismo. Além disso, os cientistas constataram que ele funciona na forma líquida e em aerossol, possibilitando uma cobertura melhor dos pulmões.

Esses anticorpos são chamados de nanocorpos e são produzidos pelo sistema imunológico de camelídeos, grupo de animais que inclui lhamas, alpacas e camelos. Em média, os nanocorpos são dez vezes mais leves do que os anticorpos humanos.

Essas proteínas são mais estáveis e baratas de produzir e criar do que anticorpos normais, o que representa uma grande vantagem para pesquisadores. Desde o começo da pandemia, diversos grupos de cientistas investigaram a possibilidade de usar nanocorpos como forma de combater e prevenir o contágio pelo coronavírus, mas a nova pesquisa trouxe avanços importantes.

De acordo com os cientistas, a ligação de um dos anticorpos isolados com um tipo de célula atingida pelo vírus pode ser de duas a dez vezes mais forte do que aquela descoberta por outros laboratórios, apontando para uma possível eficiência inédita. A equipe afirma que o nanocorpo, chamado NIH-CoVnB-112, pode ser eficaz na prevenção contra o coronavírus e já entrou com pedido de patente.

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