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Casos de demência devem triplicar até 2050, aponta estudo

O número de indivíduos afetados por males como Alzheimer pode ultrapassar os 150 milhões até 2050

Por Sabrina Brito 29 jul 2021, 14h52

Um novo levantamento do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington (EUA) indicou que, até 2050, o número de indivíduos que sofrem de demência pelo mundo será quase triplicado. Os maiores aumentos nos índices de incidência da doença devem ocorrer na África e no Oriente Médio, de acordo com os pesquisadores.

Segundo o estudo, a quantidade de pessoas afetadas pela demência chegará à casa dos 152 milhões em três décadas. Algumas das principais causas para esse fenômeno são o envelhecimento da população global e o crescimento da obesidade e da diabetes entre jovens.

Espera-se que, em 2050, os indivíduos com mais de 65 anos formem 16% da população do mundo. Para efeitos de comparação, em 2010, a taxa era de 8%. Com esse processo, torna-se mais provável o desenvolvimento da demência, frequentemente associada a idosos.

Atualmente, existem cerca de 350 mil novos casos de demência precoce todos os anos. Nas últimas décadas, tem-se observado uma aceleração de doenças ligadas à demência pelo mundo. Só nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa de mortalidade por Alzheimer (responsável por sete em cada dez casos de demência) cresceu 88% entre 1999 e 2019.

Somente no Brasil, há mais de 29 milhões de pessoas acima de 60 anos. Não à toa, estudos recentes apontam que a proporção de brasileiros com demência mais do que dobrou ao longo de trinta anos. Trata-se de uma importantíssima questão de saúde pública à qual as autoridades devem se atentar para evitar maiores problemas no futuro.

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