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Astrônomos encontram a mais antiga galáxia

Telescópio Hubble capta minúscula mancha de luz que viajou 13,2 bilhões de anos para chegar à Terra

Astrônomos acreditam ter captado a imagem da galáxia mais antiga já vista, um conglomerado de estrelas que passou a existir quando o universo era apenas um bebê. A minúscula mancha de luz, flagrada pelo telescópio Hubble, levou 13,2 bilhões de anos para chegar à Terra. Isso significa que a galáxia nasceu cerca de 480 milhões de anos após o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo.

Segundo os cientistas, é provável que haja galáxias mais antigas no espaço, mas estas só serão detectadas com sensores de nova geração a bordo do Telescópio Espacial James Webb, previsto para ser o sucessor do Hubble, em 2014. “Estamos nos aproximando muito das primeiras galáxias, as quais acreditamos terem se formado por volta de 200 a 300 milhões de anos após o Big Bang”, disse Garth Illingworth, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Cor viajante – Astrônomos que medem a distância percorrida por um raio de luz buscam algo chamado ‘desvio para o vermelho’: quanto mais a luz viaja, mais o comprimento da onda se alonga e se aproxima do vermelho no espectro visível. Assim, um desvio muito grande indica objetos há bilhões de anos-luz de distância.

A galáxia recém-encontrada, batizada de UDFj-39546284, foi achada em uma minúscula área do céu durante 87 horas de varreduras em 2009 e 2010. Seus descobridores calculam seu desvio para o vermelho em 10,3, valor que a torna mais velha do a galáxia considerada mais antiga até então, com 8,6, anunciada por uma equipe internacional de cientistas em outubro de 2010.

A remota galáxia é 100 vezes menor que a nossa Via Láctea. Segundo o estudo, a descoberta sugere que as galáxias passaram por uma mudança dramática entre 480 e 650 milhões de anos, depois do Big Bang. Durante estes 170 milhões de anos, a taxa de nascimento estelar no universo aumentou dez vezes. “Este é um aumento impressionante em um período tão curto, correspondente a apenas 1% da idade atual do universo”, destacou Illingworth.

(Com Agência France-Presse)