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Vizinha diz que adolescente suspeito de matar família dirigia o carro dos pais

Carro da família foi encontrado próximo à escola de Marcelo Pesseghini, de 13 anos; para a polícia, ele usou o carro para ir à escola depois de matar os pais

Por Eduardo Gonçalves 6 ago 2013, 20h54

Uma vizinha do casal de policiais militares mortos na Zona Norte de São Paulo afirmou que o adolescente Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, costumava dirigir o carro da família na companhia dos pais.

Segundo Elisa Rosa, de 84 anos, que mora em frente à casa da família Pesseghini, os pais permitiam que o adolescente fizesse pequenos percursos ao volante e estacionasse o carro na garagem quando retornavam. “Ele [Marcelo] colocava o carro na garagem, com a mãe ao lado”, disse Elisa.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Marcelo é o principal suspeito de ter assassinado os pais o sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar Rota) Luis Marcelo Pesseghini, de 40 anos, e a cabo do 18º Batalhão Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 -, a avó e uma tia-avó. Segundo as investigações da polícia, Marcelo teria se suicidado em seguida.

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Uma das perguntas ainda não respondidas na investigação é se – e como – Marcelo aprendeu a dirigir. O carro de Andreia foi encontrado próximo à escola de Marcelo, a 5 quilômetros do local do crime. Imagens obtidas pela polícia mostraram uma pessoa estacionando o carro por volta da 1 hora de segunda, quando os pais dele já estavam mortos.

De acordo com as imagens, às 6h22 (veja abaixo), essa pessoa saiu do carro, colocou uma mochila nas costas e seguiu em direção ao colégio. O delegado afirmou que as chaves do carro de Andreia estavam no bolso de uma jaqueta do filho, encontrada na casa onde ocorreram as mortes. Parentes do adolescente negaram que ele soubesse dirigir, mas o melhor amigo de Marcelo, também de 13 anos, o reconheceu nas imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia.

Outro vizinho, um estudante de 14 anos que disse ter frequentado a casa da família Pesseghini em 2011, afirmou que o próprio pai de Marcelo lhe ensinou a dirigir.

A maioria dos vizinhos descreve Marcelo como um menino tranquilo, tímido e doente. Outra vizinha, a balconista Edineide Ferreira, de 36 anos, disse que o adolescente “falava que queria ser policial como o pai”.

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