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Temer diz que povo não pode ser refém e pede fim de greve de PMs

Em nota, presidente afirma que movimento de policiais no Espírito Santo tem ‘comportamento inaceitável’ e que paralisação ‘atemoriza o povo capixaba’

O presidente Michel Temer criticou o movimento dos policiais militares do Espírito Santo, disse que um protesto “não pode tornar o povo brasileiro refém” e pediu que eles voltem ao trabalho imediatamente, como determinou a Justiça.

O movimento, que já dura sete dias e praticamente tirou os policiais militares das ruas, tem levado o caos ao Espírito Santo, especialmente na região metropolitana de Vitória, com o aumento de mortes violentas – foram 121 em sete dias, muito acima da média do Estado em 2016, que foi de 3,2 casos por dia, saques a lojas, escolas sem aula, transporte coletivo prejudicado e postos de saúde e repartições públicas fechadas ou com atendimento restrito.

“O presidente ressalta que o direito à reivindicação não pode tornar o povo brasileiro refém. O estado de direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável. O presidente conclama aos grevistas que retornem ao trabalho como determinou a Justiça e que as negociações com o governo transcorram dentro do mais absoluto respeito à ordem e à lei”, disse o presidente por meio de nota oficial divulgada no final da tarde desta sexta-feira.

Na nota, o Palácio do Planalto informa que Temer acompanha “desde os primeiros momentos”, todos os fatos relacionados à segurança pública no Espírito” e que ele “condena a paralisação ilegal da Polícia Militar que atemoriza o povo capixaba”. “Ao saber da situação, (Temer) “determinou o imediato envio de dois mil homens para restabelecer lei e a ordem no estado”. O presidente, diz a nota, tem conversado todos os dias com o governador Paulo Hartung (PMDB), que está licenciado do cargo porque se recupera de cirurgia para a retirada de um tumor.

O movimento completou uma semana. Começou no sábado, dia 4, quando mulheres dos policiais começaram a fazer bloqueios nas portas dos batalhões para impedir a saída das viaturas. Os policiais militares, por lei, não podem fazer greve. Eles reivindicam, entre outros pontos, 43% de reajuste salarial – alegam estar há quatro anos sem aumento, o que o governo contesta. O salário inicial de um PM é de  R$ 2,6 mil, o menor do país.

O governo Temer está preocupado com a repercussão do protesto do Espírito Santo e teme que policiais militares de outros  estados – principalmente do vizinho Rio de Janeiro – façam movimentos semelhantes. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, já disse que a União monitora outros estados. A pasta colocou cerca de 30.000 militares em alerta.

 

Comentários

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  1. Esquerdista Escocês

    PM TAMBÉM É POVO! NUNCA SE ESQUEÇA.

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  2. Adair Chagas Dos Reis

    ENTÃO MICHEL TEMER, NÓS O POVO…JÁ ESTAMOS REFÉM A ANOS,REFÉM DE BANDIDOS E LADRÕES ASSIM COMO VOCÊ E SUA QUADRILHA DO PMDB, P.SDB, PT, E TANTOS OUTOS P. DE PUTEIRO QUE VOCÊS TRANSFORMARAM O BRASIL,FAÇA NOS UM FAVOR , MORRA E LEVE PARA O INFERNO TODOS ESTES POLÍTICOS LADRÕES COMO VOCÊ.

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  3. Vários vídeos mostram as mulheres dos policiais impedindo a saída deles dos quartéis. São grupos pequenos que não conseguiriam deter os policiais se estes quisessem mesmo sair. O governador e autoridades do Espírito Santo e de outras cidades com conflitos semelhantes estão demorando demais tentando negociar com os grevistas. Parece que querem faturar politicamente Por que não adotam medidas muito mais fáceis, como cortar a energia, cortar o abastecimento de água e impedir que eles recebam alimentos? Sem essas necessidades básicas os policiais terão que desistir e sair dos quartéis. Simples assim.

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  4. Temer diz que o povo não pode ser refém, mas conduz uma quadrilha que tomou de assalto o comando deste país e tornou refém o seu povo. OU A SOCIEDADE REAGE OU SERVIRÁ ETERNAMENTE DE CAPACHO DESTA CORJA.

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