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Suzane pede para continuar presa em regime fechado

Condenada pela morte dos pais em 2002, Suzane von Richtofen recebeu o benefício de progressão para o semiaberto na semana passada

Suzane von Richtofen, de 30 anos, surpreendeu a Justiça ao enviar um pedido recusando a transferência para regime semiaberto, que permite a ela trabalhar ou estudar durante o dia e retornar à cadeia para dormir. Ela enviou uma solicitação formal à direção do presídio de Tremembé, onde cumpre pena, alegando que não se sentiria segura em outra unidade prisional e que precisa do salário que recebe pelos serviços prestados dentro da penitenciária. A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara das Execuções de Taubaté, analisará a solicitação nos próximos dias.

No dia 11 de agosto, a própria defesa de Suzane havia encaminhado pedido de progressão de regime à Justiça. A juíza Sueli Armani considerou o bom comportamento e o tempo em que a detenta permaneceu presa – doze anos – em regime fechado para conceder o benefício.

Acervo digital: Verdades e mentiras de Suzane von Richtofen

O Ministério Público Estadual (MPE) manifestou-se contra a progressão da pena e a transferência de Suzane para o semiaberto. O órgão entrou com recurso para impedir a transferência nesta segunda-feira.

Condenada a 38 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane é considerada uma das presas mais influentes e com melhor comportamento na Penitenciária de Tremembé. Ela trabalha na confecção que funciona nas dependências do presídio e é responsável pelo controle de qualidade das peças. É “chefe” de Anna Carolina Jatobá, condenada pelo assassinato da enteada Isabella Nardoni em 2008.

Os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, comparsas de Suzane no crime, cumprem pena em regime semiaberto desde fevereiro de 2013. Eles trabalham em uma oficina nas dependências da penitenciária.