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‘Sérgio Sales era um arquivo vivo’, diz juíza do caso Bruno

Primo do goleiro foi assassinado com seis tiros na manhã desta quarta em BH

Por Da Redação Atualizado em 10 dez 2018, 11h11 - Publicado em 22 ago 2012, 15h24

A juiza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que atua no caso Bruno, tem certeza de que assassinato do primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, está relacionado a morte de Eliza Samudio. “Sérgio era um arquivo vivo”, afirmou ela, ao site de VEJA. “Ele foi um dos poucos que concordou em falar o que aconteceu com Eliza e acredito que ele foi morto por ter revelado a história toda”, disse. O jovem de 24 anos foi morto com seis tiros na manhã desta quarta-feira em Belo Horizonte. O crime aconteceu por volta das 7h30, próximo da casa dele, no bairro Minaslândia, na região de Venda Nova.

Quem também acredita na tese de morte encomendada é o delegado Edson Moreira, ex-chefe do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Belo Horizonte. Moreira chefiou as investigações do caso Bruno. “Tenho certeza de que ele foi morto por queima de arquivo”, diz. Durante a fase de depoimentos prestados à Justiça, Sales chegou a mudar alguns detalhes de sua versão dos fatos – tirando, por exemplo, Bruno da cena do crime – e afirmou ter sofrido intimidação por parte do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Apesar de seu papel na investigação, desde que foi solto, em 11 de agosto do ano passado, Sales não falou mais de ameaças à família. Parentes contam que ele levava uma rotina normal, saindo com amigos inclusive. Nesta quarta-feira, começaria um novo trabalho como pintor – ele fazia ‘bico’ como pedreiro. Segundo o Tribunal de Justiça, Sales estava em dia com suas obrigações legais: o benefício da liberdade condicional exigia que ele se apresentasse à Justiça uma vez por mês. Nesse período, ele também não se envolveu em nenhum tipo de delito, informa o Tribunal.

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O crime – Carlos Alberto Sales, pai do rapaz, contou aos policiais que ele foi morto momentos depois de sair de casa rumo ao trabalho. Testemunhas informaram que Sales, ao sair de casa, avistou um homem em uma motocicleta. Ao perceber que era seguido, começou a correr e gritar por socorro. Ele teria fugido por dois quarteirões, até entrar no quintal de uma casa sem muros, onde foi alvejado. Policiais encontraram o corpo nesse local, junto a uma árvore.

A polícia informou que a arma do crime é um revólver calibre 38, e que o assassino agiu com frieza, descarregando a arma. O criminoso ainda teve tempo de recarregar o revólver, pela quantidade de tiros disparados. Testemunhas afirmaram que o assassino usava capacete rosa, e chamava Sales de “estuprador”. Para os policiais, o crime foi encomendado, e os gritos de “estuprador” são uma forma de ocultar a ligação do crime com o caso de Eliza Samudio.

Até agora, só dois dos acusados colaboraram com a polícia. Um deles foi outro primo de Bruno, um menor, que levou a polícia até a casa em Vespasiano onde Eliza teria sido executada. Sales foi quem ajudou a polícia a reconstituir o que se passou no sítio do goleiro, em Esperaldas. Ele aparece em uma foto ao lado dos policiais, com uniforme laranja, do sistema prisional de Minas Gerais, conduzindo investigadores pelos cômodos da casa do goleiro. O local, usado para partidas de futebol, festas regadas a bebida e orgias, foi usada para esconder Eliza e o filho em junho de 2010, depois de ela ter sido sequestrada no Rio.

Em vídeo, Eliza diz: ‘Qualquer coisa que acontecer comigo, o culpado será ele (Bruno)’

https://www.youtube.com/watch?v=17lqHmxSJCo

Entenda o caso no infográfico abaixo:

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