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Sentença de Carla Cepollina pode sair nesta quarta

Terceiro dia de julgamento começa com debate entre defesa e acusação, que durará três horas; advogada é acusada de matar o coronel Ubiratan Guimarães em 2006

Por Kamila Hage 7 nov 2012, 11h13

A advogada Carla Cepollina, de 47 anos, pode receber ainda nesta quarta-feira a sentença sobre a acusação de matar seu então namorado, o coronel da reserva da PM, Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006.

O terceiro dia de julgamento começou nesta manhã com o debate entre acusação e defesa, que durará, no mínimo, três horas – uma hora e meia para cada um. Se o promotor João Carlos Calsavara decidir pela réplica, a defesa, composta por Liliana Prinzivalli, mãe da ré, e Eugenio Malavasi, tem direito a tréplica. Nessa etapa, cada lado dispõe de uma hora.

Caso o juiz Bruno Ronchetti de Castro decida dar continuidade aos trabalhos, a sentença pode sair ainda nesta quarta. O promotor adiantou que, caso Carla seja considerada culpada, pedirá de 18 a 20 anos de prisão. Entretanto, a ré pode ter o direito de recorrer da sentença em liberdade – como esteve até agora.

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A advogada responde por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O coronel, na época do crime com 63 anos, foi morto com um tiro no abdômen, no apartamento em que morava, nos Jardins, Zona Oeste de São Paulo, em 9 de setembro de 2006.

A última pessoa a vê-lo vivo foi Carla Cepollina. A acusação afirma que, por volta das 19 horas do dia do crime, Carla atirou no namorado após uma briga. O motivo do embate seriam mensagens que a advogada mandou do celular da vítima para Renata Madi, delegada da Polícia Federal e amante de Ubiratan.

Ubiratan Guimarães comandou a operação da Polícia Militar no presídio do Carandiru em 1992, que resultou na morte de 111 presos amotinados.

Depoimento – Perante o júri, Carla prestou um depoimento de cinco horas nesta terça-feira. A ré afirmou ser vítima de uma conspiração de ex-coronéis da Polícia Militar e de policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Na versão da ré, o principal suspeito seria um assessor de Ubiratan, que era, na época, deputado federal: o coronel das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Gerson Vitória. Segundo Carla, Vitória trabalhava no gabinete de Ubiratan e era um dos amigos mais próximos da vítima. Uma semana antes do crime, de acordo com Carla, eles brigaram, Ubiratan deu um tapa no rosto do assessor e decidiu demiti-lo. “Coronel da Rota não fica magoado, fica louco da vida e dá o troco”, disse Carla em referência a Vitória.

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