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Reabertura do lazer na Paulista: a caminho da normalidade

Com o tráfego de veículos suspenso, milhares de pessoas compareceram e ocuparam suas duas vias

Por Alessandro Giannini Atualizado em 22 jul 2021, 13h17 - Publicado em 23 jul 2021, 06h00

Fechada desde março do ano passado, a Avenida Paulista, no coração de São Paulo, foi reaberta no último domingo para a prática de atividades de lazer. Com o tráfego de veículos suspenso, milhares de pessoas compareceram e ocuparam suas duas vias. Muitas estavam simplesmente caminhando, outras passeando com a família, amigos ou animais de estimação. Algumas andavam de bicicleta, parando para ver os artistas de rua, nos quiosques ou nas lojas para comer e beber. Por mais que cenas como essas pareçam banais, elas representam um alento. Trata-se, afinal, da tão esperada retomada da normalidade, o que só foi possível graças ao avanço da campanha de vacinação no país. De acordo com números recentes, mais de 90 milhões de brasileiros, ou 42% do total de habitantes, tomaram pelo menos uma dose do imunizante contra a Covid-19. Cerca de 35 milhões de pessoas, ou pouco mais de 16% do total, foram completamente vacinadas contra a doença, ou seja, tomaram a segunda dose ou vacina de dose única. Aos poucos, os brasileiros vão retomando uma rotina que havia sido completamente transformada pela ação devastadora do novo coronavírus e pela necessidade de se adotar restrições sanitárias. É um refresco para a vida confinada do último ano e meio, certamente o período mais desafiador para as atuais gerações. Mesmo assim, o aparecimento de novas mutações do vírus, como a variante Delta, pede a manutenção do uso de proteção facial e que se evite aglomerações. Enquanto a pandemia não acabar — e ela não acabou —, toda cautela é pouca.

Publicado em VEJA de 28 de julho de 2021, edição nº 2748

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