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Rapaz morto por ser gay é enterrado sete meses após o crime

IML confirma que corpo encontrado carbonizado em um canavial em Cravinhos é de Itaberli Lozano, 17 anos, que, segundo a Promotoria, foi assassinado pela mãe

Por Da Redação 14 jul 2017, 20h30

O Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo identificou na quinta-feira o corpo de Itaberli Lozano, de 17 anos, morto em dezembro pela própria mãe, com a ajuda do padastro, por ser gay. A confirmação só foi possível com um exame de DNA. O jovem foi encontrado carbonizado, em janeiro, em um canavial localizado em Cravinhos, no interior de São Paulo.

Com a conclusão do laudo, os restos mortais, que permaneciam no IML de Ribeirão Preto aguardando o resultado do DNA, foram liberados à família para serem sepultados nesta sexta-feira – sete meses após o crime.

As circunstâncias do assassinato chocaram Cravinhos, uma cidade de 34 mil habitantes na região de Ribeirão Preto. A Polícia Civil e o Ministério Público acusam a mãe do rapaz, a gerente de supermercado Tatiana Ferreira Lozano Pereira, de 33 anos, de ter tramado a morte do filho por não aceitar que ele era homossexual.

O crime

Segundo a Promotoria, Tatiana executou o crime na noite de 29 de dezembro. Itaberli foi atraído para a casa da mãe e morto com facadas no pescoço. Ela foi ajudada por Victor Roberto da Silva, de 19 anos, Miller da Silva Barissa, de 18, e por uma garota de 16. De acordo com a investigação, os dois rapazes espancaram e tentaram enforcar Itaberli, mas, como ele resistia, a própria mãe o esfaqueou. Ela e o marido, o tratorista Alex Canteli Pereira, de 30 anos, levaram o corpo até o canavial e atearam fogo.

Seis dias antes de ser assassinado, o rapaz postou em rede social que havia sido espancado pela mãe por ser homossexual. No texto recuperado pela polícia ele escreve: “Lembrando que essa mulher que eu chamava de mãe me espancou e colocou uma renca [bando] de mlk [moleques] atrás de mim para me bater, me pôs para fora de casa e me deu uma pisa [surra], sabe por quê? Porque eu sou gay”.

O casal e os dois rapazes estão presos. A garota está sob custódia, já que a polícia acredita que ela também tenha participado do assassinato. O processo segue em segredo de Justiça por envolver menores, e a próxima audiência está marcada para o dia 2 de agosto.

O Ministério Público acusa a mãe de homofobia e quer levar os acusados a júri popular, sustentando a tese de homicídio duplamente qualificado. A defesa do casal atribui o crime aos dois jovens, alegando que eles foram chamados por Tatiana apenas para dar um “corretivo” no filho. Mas, segundo o defensor desses acusados, a mãe teria executado o assassinato. O perfil de Itaberli no Facebook foi convertido em memorial, com mensagens de luto e pedidos de justiça.

(Com Estadão Conteúdo)

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