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Quadrilha planejava assalto milionário a banco de Curitiba

Segundo PF, criminoso preso nesta terça-feira confessou planos para roubo. Ação causaria rombo semelhante ao do Banco Central, em Fortaleza

Os bandidos que integram a quadrilha desarticulada pela Polícia Federal nesta terça-feira durante a Operação Mercúrio planejavam um assalto milionário nos moldes do que, em 2005, causou um rombo de mais de 160 milhões de reais no Banco Central, em Fortaleza. Dessa vez, o crime tinha como alvo a tesouraria de um grande banco de Curitiba e deveria acontecer até o fim deste ano, informou o delegado Fabiano Bordignon, que conduz as investigações que culminaram com a operação.

Segundo Bordignon, um dos criminosos confessou em depoimento nesta terça-feira que a quadrilha estava avaliando que método utilizar para atingir os cofres do banco. “Eles tinham algumas opções”, revelou o delegado. “Pretendiam sequestrar os funcionários do banco, derrubar a parede com uma carreta ou cavar um túnel, como em Fortaleza”.

Bordignon informou que pelo menos 53 integrantes da quadrilha serão indiciados no inquérito, que será concluído em 30 dias. Até agora, 40 pessoas foram presas durante a operação. Fuzis, pistolas, explosivos e outros equipamentos utlizados pelos criminosos foram apreendidos. Segundo o delegado, a quadrilha era liderada por quatro núcleos espalhados pelos três estados da região Sul.

Um dos líderes, Carlos Eduardo Fernandes, o “Gordo”, está numa penitenciária estadual no município gaúcho de Charqueadas. Um mandado de prisão foi expedido contra Gordo, que, segundo a PF, coordenava o bando de dentro do presídio por meio de telefones celulares. Ele terá a pena aumentada. “Esses criminosos têm que ir para penitenciárias federais”, afirmou Bordignon.

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