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Polícia Civil investiga quadrilha que fraudou Enem 2016

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que os criminosos planejavam agir no Enem deste ano

A Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) da Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira 30 a segunda etapa da Operação Panoptes, com o objetivo de dar sequência às investigações para desarticular uma organização criminosa que fraudava concursos públicos no Distrito Federal e em Goiás.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Goiás, as suspeitas começaram quando um grupo que prestou concurso público para delegado “praticamente gabaritou a prova”. O bom desempenho causou estranheza e levantou suspeitas, já que é praticamente impossível tantas pessoas acertarem quase todas as questões com um nível elevado de dificuldade.

As investigações em curso indicaram que por trás do bom desempenho dos concurseiros, havia uma quadrilha que lucrava com as fraudes das provas. Os criminosos agiram também em vestibulares de medicina, um dos cursos mais concorridos do país, e no Enem 2016, porta de entrada para o curso superior. A polícia trabalha com a hipótese de que os mesmos criminosos atuariam no Enem deste ano, nos dias 5 e 12 de novembro.

A primeira fase da operação foi deflagrada em agosto. De acordo com a polícia, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e oito de condução coercitiva. Também estão sendo feitas buscas em dezesseis endereços localizados em Goiânia e em cinco regiões do DF.

O nome da operação é originado de um gigante de 100 olhos da mitologia grega, em referência à necessidade de haver “muitos olhos para ficar atento às fraudes em concursos públicos”.