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Pedrinhas: 13 fogem por túnel na madrugada. E outros tentam escapar pela manhã

Presos pularam o muro do complexo, cercado pela PM, na manhã desta quarta-feira. Na madrugada, detentos conseguiram escapar

Por Da Redação 17 set 2014, 11h12

Atualizado às 12h26

Uma nova tentativa de fuga em massa de presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, foi registrada na manhã desta quarta-feira. Na madrugada, por volta das 4 horas, foi registrada a fuga de treze presos, segundo informações preliminares da Secretaria de Comunicação do Complexo. Os presos teriam usado um túnel do presídio São Luís I para escapar, após terem conseguido quebrar os cadeados das celas. A fuga só não foi em maior número porque a Polícia Militar foi chamada e deteve muitos dos presos já do lado de fora do complexo.

Na segunda-feira, o diretor da Central de Detenção do Complexo, Cláudio Henrique Bezerra Barcelos, de 45 anos, foi preso acusado de ter recebido dinheiro para libertar presos. Muitos dos detentos conseguiram ganhar a rua usando a porta da frente do Complexo. Barcelos também é acusado de fraudar informações do sistema do presídio.

Na semana passada, 36 presos fugiram da penitenciária após um caminhão caçamba derrubar intencionalmente um dos muros do presídio. Inicialmente, o governo do Maranhão divulgou que apenas seis detentos haviam fugido. Após fazer a recontagem dos presos, o governo corrigiu o número para 36. Em março, quatro detentos fugiram por um túnel escavado no chão de uma cela.

Barbárie – No último sábado, o detento Eduardo Cezar Viegas Cunha, de 32 anos, foi encontrado morto esfaqueado e enrolado em um lençol no presídio. Ele é o décimo sexto preso achado morto no local em 2014 – no ano passado, foram registradas 60 mortes, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Salomão Mota, também diretor do presídio, é investigado por emprestar um celular a um detento. A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) abriu uma sindicância para apurar o caso. Ele admitiu ter emprestado o aparelho, mas se defendeu, dizendo que o detento precisava falar com os seus familiares e que os telefones fixos da penitenciária não estavam funcionando.

(Com Estadão Conteúdo)

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