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Nomeação de presidente da Capes causa crise na base aliada de Bolsonaro

Marco Feliciano coloca cargo de vice líder do governo à disposição; Claudia Toledo desagrada setores conservadores ligados à bancada evangélica

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 17 abr 2021, 16h41 - Publicado em 17 abr 2021, 16h30

A nomeação de Cláudia Mansani Queda de Toledo como nova presidente da Capes, à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, causou uma crise na base aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso Nacional. Parlamentares da ala mais conservadora julgam que Toledo defende valores ligados à esquerda, como método de ensino desenvolvido pelo educador Paulo Freire. Hoje, o vice líder do governo, Pastor Marco Feliciano (Republicanos) colocou o cargo à disposição. Ele pressiona para que a nomeação seja revertida. 

Tweet de marco feliciano
Marco Feliciano ameaça deixar base aliada do governo se nomeação para Capes não for revista reprodução/Reprodução

Pelo Twitter, o deputado informou que tentou alertar o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, mas não foi ouvido. “Não tenho condições de defender essa nomeação diante do segmento evangélico. Então, se eu não posso defender uma medida no Governo, como continuar sendo vice-líder? Já temos muitos problemas. Por que sofrermos um desgaste enorme com nossa base para nomear uma esquerdista para um alto cargo? Uma pessoa que defende tudo aquilo que eu e Bolsonaro lutamos contra. Pastores do Brasil inteiro estão me ligando, enviando mensagens, fazendo cobranças duras”, disse o pastor a VEJA.

Próximo ao Planalto, Feliciano afirmou que já conversou sobre o assunto com o presidente Bolsonaro, mas que os próximos dias dirão se a nomeação de Toledo será ou não mantida.

A instituição, ligada ao MEC, é  responsável pela avaliação da pós-graduação no Brasil. A nova presidente é reitora de uma universidade particular, o Centro Universitário de Bauru, faculdade particular que antes tinha o nome de Instituto Toledo de Ensino (ITE) — fundada por sua família. Lá também foi onde estudou o próprio ministro da Educação, Milton Ribeiro. 

Até o momento, o MEC não se manifestou sobre o tema.

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