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MP denuncia mãe por morte do menino Joaquim

Promotor afirma que 'omissão' de Natália Ponte foi determinante na morte

Por Da Redação - 2 jan 2014, 20h48

O promotor Marcus Túlio Nicolino, do Ministério Público Estadual, denunciou à Justiça, na tarde desta quinta-feira, Guilherme Longo, de 28 anos, e Natália Mingoni Ponte, de 29, pela morte de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos. A Polícia Civil, no entanto, havia indiciado apenas o padrasto do garoto que foi encontrado morto em um rio em Barretos, cinco dias após desaparecer, em novembro, na cidade de Ribeirão Preto.

Nicolino pediu a prisão do casal, que foi denunciado por homicídio qualificado. Natália também pode responder por omissão e Longo por ocultação de cadáver. “Não há prova direta da participação dela, mas sua omissão foi fato relevante na morte”, afirmou Nicolino.

Reprodução de imagem de site de relacionamento do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, que estava desaparecido desde a última terça-feira (5). Ele foi encontrado morto no início da tarde deste domingo (10). A mãe e o padrasto foram presos após terem a prisão temporária decretada pela Justiça Reprodução de imagem de site de relacionamento do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, que estava desaparecido desde a última terça-feira (5). Ele foi encontrado morto no início da tarde deste domingo (10). A mãe e o padrasto foram presos após terem a prisão temporária decretada pela Justiça

Reprodução de imagem de site de relacionamento do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, que estava desaparecido desde a última terça-feira (5). Ele foi encontrado morto no início da tarde deste domingo (10). A mãe e o padrasto foram presos após terem a prisão temporária decretada pela Justiça /

Para ele, Natália tinha vários elementos para impedir que o menino ficasse na companhia de Guilherme. A mãe de Joaquim esteve presa por um mês e foi solta no dia 11 do mês passado após obter um habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ela alega ser inocente de qualquer participação na morte do filho e seu advogado, Cássio Alberto Ferreira, aguarda ser notificado para se pronunciar a respeito. Um dos argumentos da defesa é de que ela teria colaborado com as investigações, versão contestada pelo promotor. “Ela não colaborou inicialmente, somente depois que o corpo do menino foi achado”, afirmou.

Para a polícia e o MP, Longo teria aplicado dose excessiva de insulina no menino e jogado o corpo em um córrego.

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(Com Estadão Conteúdo)

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