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Morre no Rio, aos 77 anos, o jornalista Ayrton Baffa

Por Alessandra Saraiva

Rio de Janeiro – Morreu, aos 77 anos, na madrugada de ontem, no Rio de Janeiro o jornalista Ayrton Baffa. Autor de sete livros e ganhador de dois prêmios Esso, Baffa trabalhou como secretário de redação do Jornal da Tarde e diretor da sucursal fluminense do jornal O Estado de S. Paulo.

No Estadão, ganhou o prêmio Esso de Informação Econômica em 1983, com a reportagem “O escândalo da Capemi”, sobre desvio de recursos do fundo de previdência privada, durante o período militar do governo Figueiredo. Entre os livros que publicou estão “Nos porões do SNI” e “Sol para os mortos.

Depois de uma reportagem em Conservatória, famosa pela tradição em serestas, mudou-se para a cidade, na região conhecida como Vale do Café, de onde continuou a escrever seus artigos. Internado desde o dia 12 no hospital Copa D’or, em Copacabana, zona sul do Rio, Baffa faleceu após choque cardiogênico, quando o coração, enfraquecido, perde a capacidade de bombear sangue.

O jornalista foi velado hoje no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. Seu corpo será cremado quinta-feira no crematório do Cemitério São Francisco Xavier, onde também foi cremado em 2007 seu irmão, o jornalista esportivo Altair Baffa.