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Moraes traça ‘plano de ação’ para questões polêmicas em sabatina

O ministro deve se defender de possíveis ataques da oposição que o acusa de, uma vez no STF, ficar à serviço do PSDB e do presidente Michel Temer

Licenciado do Ministério da Justiça, Alexandre de Moraes apresentou nesta quarta-feira, a lideranças da base aliada do Senado o plano de ação que pretende adotar para responder às questões controversas que deve enfrentar durante sabatina prevista para ser realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A audiência com os integrantes do colegiado é uma das etapas que Moraes deverá passar, para assegurar a sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).

No encontro realizado com integrantes da bancada do PSDB, Moraes, que até a véspera da reunião estava filiado à legenda, apresentou um levantamento, que aponta que ao menos 30% dos indicados para a Suprema Corte, nos últimos 20 anos, têm um histórico de atuação partidária e/ou no governo da ocasião.

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Os dados, segundo relatos, servirá de base para o ministro se defender de possíveis ataques da oposição que o acusa de, uma vez no STF, ficar à serviço do PSDB e do presidente Michel Temer, responsável por sua indicação.

Na saída do gabinete, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), também minimizou o fato de Moraes antes de ser indicado para o STF, ocupar o Ministério da Justiça, subordinado a Temer. Ao falar do tema, o tucano mencionou o histórico do ministro Celso de Mello, decano da Corte. “Ele assessorou diretamente o presidente José Sarney até o momento da sua indicação. Isso faz dele um ministro menor naquela corte? Pelo contrário. Servir ao governo é participar da vida democrática. Isso deve ser louvado. Não podemos cair na cantilena oposicionista, que desconsidera o passado de indicações do próprio PT para fazer esse tipo de acusações”, disse.

Cunha

Moraes também já tem se preparado sobre outro ponto polêmico: o fato de ter sido advogado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, em uma ação em que o deputado cassado era acusado de usar documento falso e foi absolvido. Entre os argumentos ensaiados por Moraes está o de que, como advogado, ele estava exercendo o direito constitucional de defesa.

Antes do encontro com os tucanos, Moraes também foi pedir apoio para o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e para o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Geroldo Zanon

    O ALEXANDRE é bom NÃO É petista

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  2. Gilberto Goes Junior

    Esse Imbecil Incompetente é uma Afronta,Totalmente Partidário outro Ministro PSDB,PMDB como Gilmar Mendes

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  3. Januario Neto Souza Neto

    Estamos dominados pela ordem criminosa Alexandre Morais é só mais um dessa ordem.

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  4. marcos mouta

    Fiquei decepcionado com a indicação do Alexandre de Morais para o STF, data vência, não sou do meio mas penso que há magistrados mais indicados a tão nobre cargo!

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  5. Evandro César Alvarenga

    “… Moraes também foi pedir apoio para o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e para o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL)”.

    É claro que, nesse “corpo-a-corpo” com os senadores investigados pela Lava-Jato, Moraes assegura a todos eles que, uma vez empossado no STF, vai ‘entregar’ a mercadoria que eles querem. E o que eles querem é que o ministro seja um zeloso e intransigente guardião da Constituição e das leis, certo? Alguém acredita nisso? É claro que não! Nem a Velhinha de Taubaté acreditaria, porquanto o que eles querem é salvar os próprios traseiros, sendo a moeda de troca para a aprovação da indicação de Moraes a garantia solene do mesmo no sentido de que TUDO fará, uma vez no STF, para ‘aliviar’ os aliados. (Resta torcer para que Moraes, uma vez empossado nesse cargo VITALÍCIO, mande às favas as promessas ‘intra muros’ feitas a figuras como Renan, Lobão, Jucá, Eunício, Aécio, & afins, e pense apenas na própria carreira). A conferir.

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  6. Rogerio Araújo

    os imbecis apoiam. E olha para quem ele via pedir a benção. Todos citados na lava-jato ou indiciados.

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