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Alexandre de Moraes, o incontrolável

O estilo xerifão do ministro da Justiça agrada a Michel Temer. Mas seu fraco pelo exibicionismo tem causado embaraços ao governo

Por Laryssa Borges - 14 jan 2017, 10h48

Em pouco mais de oito meses no cargo, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, coleciona desafetos e derrapagens — quase uma a cada trinta dias. Com frequência, os estrategistas do governo são obrigados a se reunir para avaliar suas aparições públicas, repletas de declarações histriônicas. A conclusão, quase sempre, é a mesma: cada vez que aparece, o ministro cria um problema. Apesar dos deslizes, o estilo xerifão de Moraes agrada a Temer, a cujo gabinete ele tem acesso livre. Aos 76 anos, o presidente vê no jovem ministro, de 48, a própria imagem quando, em outubro de 1992, assumiu a Secretaria de Segurança de São Paulo e teve de lidar com o tormentoso massacre do Carandiru. A contar pela sua acidentada trajetória até agora, embalada pelo encanto que nutre por sua pessoa, o ministro Moraes terá de contar com uma enorme dose de sorte para que sua carreira política seja tão longeva quanto a do seu chefe.

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