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Minas e Espírito Santo devem ter mais chuva a partir deste sábado

Defesa Civil Capixaba contabiliza 61.000 pessoas fora de casa. Em Minas Gerais, desabrigados e desalojados somam 10.000 moradores

Por Da Redação 28 dez 2013, 10h51

Depois de dois dias secos, os municípios do Espírito Santo devem voltar a ter pancadas de chuva na tarde deste sábado. O estado tem atualmente 54 cidades afetadas pelas chuvas das duas últimas semanas e conta 23 mortos, com 61.773 pessoas desalojadas e desabrigadas. Minas Gerais, onde 21 mortes foram confirmadas e há dez mil desabrigados em 51 cidades, também tem previsão de chuva para a tarde.

De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia, o dia começa ensolarado em grande parte do Sudeste. As pancadas de chuva ocorrem a partir do início da tarde concentradas no Noroeste de Minas Gerais e Sudoeste de São Paulo. A partir do domingo, a previsão é de chuvas no Oeste e no Sul paulistas, na região metropolitana do Rio, Leste de Minas e Oeste do Espírito Santo.

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No Espírito Santo, apesar da melhora no clima, o nível dos rios nas regiões afetadas ainda atormenta os moradores. A Defesa Civil estadual informou que, dos mais de 61.000 capixabas fora de casa, cerca de 55.000 estão em casas de parentes e amigos. Outros 6.000 estão em abrigos, como escolas, igrejas e locais destinados a abrigar pessoas em situação de emergência. O estado registrou 396 feridos nas duas últimas semanas, em decorrência dos temporais.

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A Defesa Civil estadual mineira atualizou, na noite de sexta-feira, para 21 o total de mortos no estado. Os últimos dois óbitos confirmados são referentes a vítimas localizadas nas cidades de Buritizeiro e Virgolândia. O número pode aumentar nas próximas horas, pois ainda há desaparecidos.

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Dilma – O presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência em 2014, senador Aécio Neves, criticou na sexta-feira, em sua página do Facebook, as visitas feitas pela presidente Dilma Rousseff às áreas atingidas pelas chuvas. Segundo Aécio, apesar de a presença de Dilma representar a solidariedade de todo o país aos brasileiros atingidos pelas chuvas, ela tem se omitido de suas responsabilidades. “Nenhuma palavra sobre as promessas feitas em tragédias anteriores e nunca cumpridas”, afirmou.

Um dos prováveis adversários da presidente Dilma, que vai tentar ser reeleita no ano que vem, Aécio citou ainda as obras do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2). “Somente 14 obras anunciadas pelo PAC 2 destinadas à prevenção de áreas de risco foram concluídas até o inicio de setembro. Juntas, elas somam o montante de 55 milhões de reais, o que representa menos de 0,5% dos 11 bilhões prometidos, para essa questão, em 2011”, disse.

Nesta sexta, a presidente visitou Governador Valadares (MG) e afirmou que a prioridade dos governos é evitar mortes em casos de desastres, como as enchentes ocorridas na região do Vale do Rio Doce, em Minas. “Quando há desastre, temos de evitar mais morte. É difícil impedir que chova, mas podemos conviver com a chuva e (fazer) ações para impedir que haja mortes”, disse.

No dia 24, Dilma sobrevoou a região metropolitana de Vitória para verificar os problemas provocados pelas enchentes no Espírito Santo. Logo depois do voo em helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB), Dilma se reuniu com prefeitos das cidades afetadas pelas enchentes, entre eles Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana.

(Com Estadão Conteúdo)

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