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Lula entra com ação contra Delcídio e pede R$ 1,5 milhão

Em sua delação premiada, o ex-senador afirma que compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi orientada pelo ex-presidente

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 11 nov 2016, 19h06 - Publicado em 11 nov 2016, 18h56

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuizou nesta sexta-feira uma ação de reparação de danos morais contra o ex-senador Delcídio do Amaral. Assim como Delcídio, Lula é réu por obstrução de Justiça em uma ação penal que corre na 10ª Vara Federal do Distrito Federal e trata da tentativa de compra do silêncio do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores da Operação Lava Jato.

Delcídio do Amaral foi preso preventivamente em novembro de 2015, após ser gravado pelo filho de Cerveró, Bernardo, tentando oferecer dinheiro e até traçando um mirabolante plano de fuga para o ex-diretor. Em sua delação premiada, o ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado atribuiu a Lula o plano para silenciar Nestor Cerveró.

Os advogados do ex-presidente afirmam no pedido que Delcídio do Amaral fez afirmações “mentirosas e mendazes” em seu acordo de colaboração, homologado pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, em fevereiro. Como indenização pelas supostas mentiras disseminadas por Delcídio, a defesa pede que o ex-senador pague 1,5 milhão de reais.

Segundo os advogados de Lula, os depoimentos de Nestor Cerveró nesta semana, negando ter recebido do ex-presidente orientações a não fazer delação premiada, comprovariam as “mentiras” nos depoimentos de Delcídio.

“O maior bem do autor [Lula], conquistado mediante trabalho árduo em longos anos de atividades públicas, é certamente sua reputação no Brasil e no mundo”, escrevem os advogados do petista, que prosseguem, afirmando que “é justamente esse bem de valor inestimável que foi gravemente atacado pelo réu, por meio de uma mentira, ao relacionar o nome do autor à suposta prática de ato criminoso relacionado ao processo de delação premiada de Nestor Cerveró”.

Em sua delação premiada, Delcídio afirma que Lula temia a prisão de seu amigo José Carlos Bumlai e, diante das delações premiadas de Cerveró e do lobista Fernando Baiano, pediu ao ex-senador que trabalhasse para impedir a delação do ex-diretor da Petrobras. “O depoente pode dizer que o pedido de Lula para auxiliar José Carlos Bumlai, no contexto de ‘segurar’ as delações de Nestor Cerveró, certamente visaria o silêncio deste último e o custeio financeiro de sua respectiva família, fato que era de interesse de Lula”.

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