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Justiça quebra sigilo de cinco envolvidos no caso Bruno

Polícai espera descobrir com quem os suspeitos falaram e onde estiveram no período em que Eliza foi sequestrada e morta em Minas Gerais

O tribunal não informou se o ex-goleiro Bruno estaria entre os que tiveram o sigilo quebrado

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, em Minas Gerais, autorizou nesta quinta-feira, 15, a quebra dos dados telefônicos de cinco envolvidos no caso da morte da ex-amante do goleiro Bruno, a modelo Eliza Samudio.

Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), foram quebrados os sigilos das ligações recebidas e feitas por Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, o caseiro do sítio de Bruno, Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, amigo do goleiro, do Flávio Caetano de Araújo e do adolescente J.

No último dia 29 de junho, a juíza já havia autorizado a quebra do sigilo telefônico da vítima Eliza Samudio e de dois investigados sobre o crime. O tribunal não informou se o ex-goleiro Bruno estaria entre os que tiveram o sigilo quebrado.

Defesa – O advogado Ércio Quaresma protocolou, na quarta-feira, um pedido de habeas corpus em favor do goleiro. Ele, assim como os demais suspeitos da morte de sua ex-amante, cumprem desde a semana passada o período de 30 dias determinado pela Justiça mineira.

Bruno, apesar do pedido de habeas corpus, parece preparado para uma temporada mais duradoura na cadeia. No mesmo dia em que seu advogado formalizou o pedido para libertá-lo, o jogador fez, a Quaresma, uma solicitação especial: uma TV de 14 polegadas e cartas de fãs que o apóiam.

A convicção de que há, fora da cadeia, uma corrente que o defende publicamente, pode ser entendida como um sinal de que Bruno está bem melhor do que na segunda-feira, quando desmaiou e precisou receber atendimento médico. Bruno e seu funcionário Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, estão “tranqüilos”, de acordo com o que percebem agentes penitenciários da Nelson Hungria. O mais abatido do grupo suspeito de participação direta na morte de Eliza Samudio é o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Este é descrito pelos agentes como “arrasado”, “deprimido”.

Também na quarta-feira o advogado Marco Antônio Siqueira, que defende Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro e um dos principais depoimentos sobre o caso até o momento, pediu o relaxamento de prisão de seu cliente. O objetivo de Siqueira é tentar convencer a polícia e a Justiça de que Sales deve ser tratado como testemunha, não como suspeito.

(Com Agência Estado)