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Instituto Royal acusa ativistas de maltratar beagles: ‘Nossos cães não são pets’

Segundo a bióloga Silvia Ortiz, beagles capturados por ativistas não são pets e não estão acostumados a viver como tal; ela nega maus tratos contra animais

Bióloga diz que cães da raça beagle levados do Instituto Royal não são pets Bióloga diz que cães da raça beagle levados do Instituto Royal não são pets

Bióloga diz que cães da raça beagle levados do Instituto Royal não são pets (/)

A gerente-geral do Instituto Royal, a bióloga Silvia Ortiz, afirmou nesta quinta-feira que os ativistas que furtaram 178 cães da raça beagle na invasão da sede do instituto em São Roque (SP), na sexta-feira da semana passada, maltrataram os animais. “Os ativistas disseram que retiraram os animais do Instituto Royal por causa de supostos maus-tratos, mas quem cometeu maus-tratos com os cães foram eles”, disse.

Segundo a bióloga, se algo causou estresse aos animais foi a “arruaça” promovida durante a invasão. “A quantidade de fezes e de urina que os ativistas relataram lá dentro…. Você imagina que todos os animais estavam dormindo em uma condição de temperatura, iluminação e umidade controladas. De repente entram 150 pessoas fazendo aquela arruaça, aos gritos. É claro que eles urinaram e defecaram. Os animais ficaram estressados”, afirmou.

“Mostraram animais tremendo na TV, mas eles não estão acostumados com isso. Nem sequer estão acostumados a ir para o colo. O que as pessoas não entendem é que eles não são pets. Os ativistas dizem que agora eles estão em casa, em uma caminha quente, com uma comidinha. Eles não estão acostumados a comer comidinha. Eles comem ração. Vai dar diarreia nesses animais. Muitos podem não estar nem conseguindo comer”, alertou.

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Silvia e o diretor científico do Royal, João Antônio Pegas Henriques, negaram repetidas vezes que houvesse qualquer tipo de maus-tratos aos animais ou que fosse feito no laboratório teste de cosmético nos cães. “Nós testamos cosméticos, mas só em células, in vitro. Nunca em animais. E nem é lá, mas na unidade de Porto Alegre”, explica Henriques.

A bióloga rebateu a acusação da apresentadora de TV Luisa Mell, que estava na invasão, de que havia ao menos um animal com a pata quebrada e outros com cicatrizes e tumores: “A pessoa fala que a cadela estava com calombos, gorda. Mas ela estava prenha. Ela não sabe apalpar e sentir que é um feto. Não tem cicatriz nenhuma. Mostraram um animal sem olho dizendo que era do Royal e depois desmentiram. Também não tem pata quebrada, a não ser que algum animal tenha sido quebrado na retirada”, diz.

Os representantes do Royal ainda não estimaram os prejuízos financeiros e científicos, mas dizem que “não deve ser pouca coisa”. Segundo Henriques, microscópios avaliados entre 80 000 reais e 100 000 reais foram quebrados e equipamentos de laboratório, computadores e materiais de testes, levados. “Além de perdermos as pesquisas que estavam em andamento para drogas anticâncer, diabetes, hipertensão, epilepsia, de antibióticos e anti-inflamatórios, ainda desperdiçamos toda a pesquisa para a padronização genética dos cães usados. Foram dez anos para que eles chegassem aos níveis de padrão internacional para testes de fármacos”, afirma Henriques.

Segundo ele, testes do laboratório levaram à aprovação de uma droga antimalária da Fiocruz e de mais outros três medicamentos que estão no mercado. Ele não quis informar, no entanto, quais são os produtos nem de quais farmacêuticas.

Boas práticas – Apesar de cães serem usados em outros laboratórios, em especial em universidades, Royal é o único do país que tem o reconhecimento de Boas Práticas de Laboratório (BLP) – e por isso outros não fazem testes de fármacos de empresas. O instituto também é o único criador de beagles voltados para pesquisas. Segundo Sílvia, cada filhote custa em torno de 2 400 reais. Fêmeas usadas para procriação são mais caras.

(Com Estadão Conteúdo)

http://www.youtube.com/embed/AMr_m5JmkEg
Agressão no pet shop

Em outubro de 2012, um vídeo mostrou cães sendo maltratados no pet shop Quatro Patas, no bairro de Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio de Janeiro. Nas imagens, gravadas por uma testemunha dos maus tratos, o filho da dona do estabelecimento, Daniel Barroso, de 20 anos, é flagrado agredindo cães durante o banho. O rapaz dá tapas e socos nos animais – a maioria de pequeno porte e de raças dóceis. Um labrador preto, dominado pela coleira e sem reagir, é empurrado contra a parede e recebe golpes na cabeça com uma garrafa de plástico. Outro cão parece se afogar enquanto uma grande quantidade de água é jogada em seu focinho. A mãe do rapaz, Solange Barroso, na época disse que não sabia do fato, mas apareceu em um dos vídeo das agressões.

Rogério Povilaitis Dominguez jogou 2 animais do 6° andar de prédio em Copacabana, no Rio de Janeiro Rogério Povilaitis Dominguez jogou 2 animais do 6° andar de prédio em Copacabana, no Rio de Janeiro

Rogério Povilaitis Dominguez jogou 2 animais do 6° andar de prédio em Copacabana, no Rio de Janeiro (/)


http://videos.abril.com.br/veja/id/5eb778bbe4b6fa85e714d8f251b6aba4
Poodle apanha de mãe e filho

Uma mulher foi filmada ensinando seu filho pequeno a agredir um cão da raça poodle toy em um condomínio na Zona Norte de Porto Alegre (RS). O registro foi feito por um vizinho no dia 13 de maio de 2013. As imagens mostram a mulher no andar térreo lançando o cão contra a parede e estimulando o filho a dar pontapés no animal. Ela também aparece no vídeo segurando um bebê de colo enquanto bate no filhote. O animal foi resgatado e adotado pelo subsíndico do condomínio. A agressora acabou indiciada por três crimes: maus-tratos contra animais, maus-tratos contra crianças e constrangimento de menores.

 

http://www.youtube.com/embed/Z-AkerkZEH4
Yorkshire morre após agressão

A enfermeira Camila Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos, de 22 anos, foi flagrada por um vizinho espancando uma cadela da raça yorkshire em dezembro de 2012, em sua casa em Goiás. O cachorro morreu. Na gravação, Camila aparece arremessando o animal e batendo diversas vezes nele com um balde diante da filha de 1 ano e meio. O vídeo causou uma onda de protestos nas redes sociais e teve quase 1,5 milhão de acessos. Em seu depoimento, a enfermeira afirmou que não estava nervosa quando praticou a agressão. Ela disse à polícia que bateu na cadela porque chegou em casa e encontrou sujeira de fezes e urina do animal. 

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