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Haddad exonera mais um suspeito de integrar quadrilha

O subprefeito interino de Pinheiros, Antonino Grasso, foi afastado do cargo após ter sido citado em depoimento de testemunha secreta ouvida pelo Ministério Público

Por Da Redação
19 nov 2013, 19h46
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  • O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), exonerou mais um servidor suspeito de integrar a quadrilha acusada de cobrar propina para reduzir impostos na cidade, o subprefeito interino de Pinheiros, Antonino Grasso. “Neste caso, já houve várias exonerações e vários processos administrativos, disciplinares, foram abertos. Ele (Grasso) será afastado”, afirmou. A exoneração deverá ser publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da cidade.

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    Grasso, mais conhecido como Nino, é citado em depoimento de uma testemunha mantida sob sigilo pelo Ministério Público de São Paulo, segundo a qual ele pedia favores ao grupo na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e teria dado dinheiro a um dos auditores suspeitos. Antes de assumir, interinamente, a subprefeitura de Pinheiros, ele era chefe de gabinete nesta repartição indicado pelo PV e também foi secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na gestão do ex-prefeito e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

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    Além de Nino, outros dois ex-secretários de Kassab (Walter Aluísio Moraes e Sílvio Dias) foram citados nas investigações.

    Em relação às empresas suspeitas, o prefeito afirmou que a Secretaria de Finanças já estabeleceu um calendário para ouvir as companhias, que também vão apresentar a documentação que comprove o recolhimento do tributo devido. “A empresa que não recolheu imposto devido vai ser tratada como inadimplente, o que significa dizer que ela terá de recolher a diferença, acrescida de multa e juros cabíveis”, afirmou. “Não haverá nenhum tipo de concessão às empresas”, emendou.

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    Segundo Haddad, ainda não é possível citar quais empresas serão chamadas, pois essa etapa da investigação está sob sigilo. “Mas vamos divulgar todos os dados. As empresas que foram convocadas, depois de diagnosticada a situação, nós iremos a público e vamos expor o nome e a eventual ofensa à legislação”, afirmou.

    (Com Estadão Conteúdo)

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