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Governador de PE acompanhará identificação dos corpos em SP

Arcada dentária de Eduardo Campos não pôde ser recuperada dos destroços

O governador de Pernambuco, João Lyra Neto, embarcou na manhã desta quinta-feira para São Paulo para acompanhar a identificação dos restos mortais do candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, e de outros seis passageiros mortos na queda de um jato nesta quarta-feira, em Santos, no litoral paulista. De acordo com Marta Coelho, mulher do dentista de Campos, Fernando Cavalcanti, e com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), não foi possível encontrar a arcada dentária do ex-governador entre os destroços da aeronave, o que obrigará os peritos a identificar as vítimas por meio de exames de DNA. Familiares de Eduardo Campos recolheram material genético na quarta para ajudar na identificação dos restos mortais.

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Os principais relatos sobre o estágio de identificação dos corpos têm sido repassados à família pelo chefe da Casa Militar do governo de Pernambuco, coronel Mário Cavalcanti, que está em São Paulo acompanhando as buscas. Em frente à casa da família de Campos, na Zona Norte do Recife, políticos, parentes e amigos dos filhos do candidato prestaram condolências ao longo de toda a manhã.

Motorista do ex-governador Miguel Arraes, avô de Campos, e do próprio candidato morto nesta quarta-feira, Everaldo Procópio lamentou a tragédia e disse que, apesar de seus 61 anos, era tratado como filho por Campos. “Perdi um cabra que adotou um cara mais velho, como eu, como um filho. Eu estou um nada”, afirmou, após visitar a família. Correligionários e o ex-presidente do Sport, Luciano Bivar, também visitaram a família.

Uma missa em praça pública está sendo organizada, a pedido do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, para o dia em que os restos mortais chegarem a Recife. “Pernambuco terá luto interminável com a morte de Eduardo Campos. Ficam sua história e seu legado. Ele deixou uma marca de como deve ser um político republicano”, afirmou Agnaldo Fenelon, procurador-geral de Justiça do estado. “Hoje é momento de muita tristeza. Perdi um grande amigo e o Brasil perde um grande líder. Teremos a tarefa redobrada para continuar a defender os ideais de Miguel Arraes e Eduardo Campos”, completou o secretário de Infraestrutura de Pernambuco, João Bosco.

“O sentimento é de perplexidade. Estamos tentando entender o que aconteceu. A família tenta ajudar uns aos outros e procura não perder o chão”, disse o primo de Eduardo Campos, Joaquim Pinheiro. “Eduardo Campos era um agregador não só com a família, mas também no mundo político. Como brasileira me sinto uma órfã”, afirmou Renata Fernandes Pinheiro, também prima de Campos.