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Estudo aponta 158 mil moradias em áreas de alto risco

Por Felipe Werneck

Rio de Janeiro – Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil identificaram 158 mil moradias em áreas de alto risco, onde vivem 658 mil pessoas, nos 138 municípios mapeados até agora. O levantamento foi pedido pela presidente Dilma Rousseff após a tragédia de janeiro do ano passado na região serrana do Rio.

“O objetivo é concluir o trabalho nos 286 municípios considerados mais críticos até o fim do ano. Temos muita gente morando em áreas de risco alto e muito alto, suscetíveis a desastres naturais”, disse o diretor de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico, Thales Sampaio. “As áreas identificadas não são próprias para moradia, exigem ação estrutural ou remoção (de moradores)”, completou.

Os dados, levantados por um grupo de 50 geólogos, são encaminhados para o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. O mapeamento não inclui até o momento municípios de São Paulo.

No caso do Estado do Rio, foram levantadas 10 mil casas nas duas categorias mais graves em Nova Friburgo, um dos municípios atingidos pela tragédia de janeiro de 2011.

“A favelização é uma decorrência da ocupação inadequada do território, um problema histórico no País. O nosso trabalho é identificar as áreas de risco. No fim do governo vamos saber onde estão as mais perigosas do País. Serão 821 municípios até 2014. Não vai ter mais como um prefeito dizer que não sabia (que havia casas em áreas de risco)”, acrescentou Sampaio. O Serviço Geológico é vinculado ao Ministério de Minas e Energia.