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‘Dr. Bumbum’ e mãe são presos pela polícia após quatro dias foragidos

Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, eles foram localizados em um centro empresarial na Barra da Tijuca

O médico Denis Cesar Barros Furtado, investigado pela morte da bancária Lilian Calixto, que se submeteu a um procedimento estético nos glúteos em seu apartamento no último sábado, foi preso na tarde desta quinta-feira. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, ele foi localizado em um centro empresarial na Barra da Tijuca e foi encaminhado para a 16ª DP. Sua mãe, Maria de Fátima, também foi presa — os dois eram considerados foragidos.

Os dois foram foram indiciados por homicídio doloso (quando há intenção ou se assume o risco de matar) e foram localizados após informações repassadas pelo Disque-Denúncia, que recebeu 31 ligações sobre o caso. A polícia chegou a oferecer mil reais de recompensa em troca de indicações que levassem ao paradeiro do médico.

Conhecido como Dr. Bumbum, Denis tinha mais de 655 mil seguidores no Instagram, rede social na qual publicava fotos com os resultados de seus procedimentos cirúrgicos. A conta na rede social foi apagada.

Ainda nesta quinta-feira, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) informou que cassou o registro profissional de Denis Furtado. A partir de agora o processo ético-disciplinar a que ele está submetido passa a tramitar no Conselho Federal de Medicina.

De acordo com o CRM-DF, o médico era alvo de um processo ético-profissional devido a outras irregularidades. Segundo o órgão, os motivos da cassação não podem ser divulgados por “sigilo processual”. As infrações de Denis Furtado eram investigadas pelo conselho regional do DF desde março de 2016, quando ele foi alvo de interdição cautelar para o exercício da profissão. Essa medida, porém, foi suspensa três meses depois pela Justiça Federal em Brasília.

Lilian passou mal após realizar procedimento para preenchimento de glúteos. Ela saiu de Cuiabá, em Mato Grosso, para fazer o tratamento com o médico. O procedimento foi realizado na noite de sábado (14), no apartamento de Denis, uma cobertura na Barra.

A bancária teve complicações e foi levada a um hospital pelo próprio médico, que estava acompanhado da mãe, da técnica de enfermagem Rosilane Silva e da secretária Renata Cirne, que seria sua namorada. Todos deixaram o hospital após serem informados da morte da bancária. Renata já está presa e Rosilane responderá em liberdade.

A Polícia Civil chegou ao médico a partir do depoimento do taxista que levou Lilian ao apartamento do médico e aguardava o término do procedimento para levá-la de volta ao aeroporto. Furtado foi localizado pelos policiais, em um shopping na Barra da Tijuca onde funcionaria sua clínica, mas conseguiu fugir. Em entrevista coletiva à imprensa, a advogada Naiara Baldanza disse que inocência do médico será demonstrada.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lamentou a morte de Lilian e informou que o médico não tinha título de especialista na área. A entidade destacou ainda que a realização do procedimento em casa é proibida. Também alerta sobre os riscos do polimetilmetacrilato (PMMA), material que seria utilizado na paciente. “A SBCP aguarda por decisões judiciais que possam definitivamente impedir que profissionais médicos e não médicos sem especialização em cirurgia plástica realizem procedimentos sem qualificação.”

Comentários

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  1. Mentira deslavada, pois se entregaram, após dias atras a polícia deixarem eles fugirem mediante faz me rir.

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  2. Macêdo Soares

    Quando o Conselho Regional de Medicina cassa o registro de um médico, ele fica impedido de exercer a medicina naquele estado. No outro lado da divisa, o cassado apresenta seu diploma no outro estado e está liberado para continuar fazendo as mesmas besteiras de sempre. O sujeito fica definitivamente impedido de exercer a medicina somente quando seu registro nacional é cassado. Não tenho informações se isso aconteceu algum dia no Brasil.

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  3. Osmar Serrragem

    Criminosos perfidos se aproveitam de todos os “cochilos” corporativistas. Que o CRM do Rio (onde aconteceu a ,c@g@da) faça algum tipo de autocrítica, que eles tanto apregoam. (“Crítica e Auto-crítica”, lembram-se?)

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