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Doria recua e diz que marginais não irão para iniciativa privada

Um dia após dizer que ele e Alckmin discutiram a concessão das vias, prefeito afirma que elas continuarão a ser operadas pela CET, órgão ligado à prefeitura

Por Da Redação - 9 maio 2017, 20h24

Um dia após anunciar a intenção de conceder as Marginais Tietê e do Pinheiros à iniciativa privada, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), recuou da proposta nesta terça-feira, 9, afirmando que as duas principais vias da capital continuarão a ser administradas pela Prefeitura.

A intenção havia sido anunciada após uma reunião entre o prefeito e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político. No encontro foi discutida a possibilidade de fazer a concessão das marginais, a exemplo do que o estado fez com as rodovias, ou uma Parceria Público-Privada (PPP).  Uma das questões em aberto era como se daria a remuneração da empresa que ganhasse a concessão – geralmente, nesse tipo de contrato, existe cobrança de pedágio, o que Doria negou desde o início.

“Não teremos pedagiamento na [Marginal] Tietê e na [Marginal] Pinheiros e nem mesmo concessão. As marginais continuarão a ser operadas pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), pela Prefeitura de São Paulo, dentro do Programa Marginal Segura”, disse Doria nesta terça-feira.

Segundo o prefeito, o intuito do encontro de segunda-feira, que também reuniu a Agência Reguladora de Transportes de São Paulo (Artesp) e a concessionária CCR, era discutir como “integrar as marginais às rodovias” que chegam à capital. “Nenhuma privatização será feita nas Marginais Tietê e Pinheiros, nem sequer está em estudo. Neste momento, não pensamos em nenhum tipo de concessão nem de PPP em relação às marginais”, afirmou Doria.

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(Com Estadão Conteúdo)

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