Clique e assine a partir de 9,90/mês

Doria e Alckmin estudam privatizar gestão das marginais em SP

Prefeito e governador trataram do assunto em reunião nesta segunda-feira, mas não definiram o modelo – PPP ou concessão – nem discutiram cobrança de pedágio

Por Da redação - Atualizado em 9 maio 2017, 18h52 - Publicado em 8 maio 2017, 15h03

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito João Doria, ambos do PSDB, reuniram-se na manhã desta segunda-feira para discutir a possibilidade de ceder as marginais do Tietê e do Pinheiros à iniciativa privada, em forma de concessão ou parceria público-privada (PPP).

Alckmin disse que há conversas iniciais sobre fazer uma concessão ou PPP das Marginais, uma ideia que, segundo ele, ainda deve ser amadurecida. Após a reunião, em entrevista na prefeitura, Doria afirmou que, embora tenha sido uma conversa preliminar, a ação está sendo desenhada com o governo do estado.

Ainda não há detalhes sobre como seria a remuneração da empresa que assumisse a concessão. Doria disse que a possibilidade de cobrar pedágio “nem foi mencionada na reunião”. Questionado se a adoção da cobrança também não estaria descartada, o prefeito respondeu: “Não se descarta nada na vida, mas esse tema não faz parte das nossas discussões aqui.”

No encontro, estiveram Giovanni Pengue Filho, diretor-geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), e Eduardo Camargo, diretor-presidente da Concessionária ViaOeste, do Grupo CCR, que administra as Rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares; além dos secretários municipais Marcos Penido (Serviços e Obras), Sérgio Avelleda (Mobilidade e Transportes) e Anderson Pomini (Sérgio Avelleda).

Continua após a publicidade

As marginais Tietê e Pinheiros recebem cerca de um milhão de veículos por dia. De acordo com a assessoria de imprensa de Alckmin, “as marginais são vias de gestão municipal, e quem responde por elas é a Prefeitura de São Paulo.”

Aumento da velocidade

O aumento da velocidade nas marginais passou a vigorar em 25 de janeiro. Conforme havia sido prometido durante a campanha, Doria aumentou a velocidade máxima, que voltou a ser de 90 km/h na via expressa, 70 km/h na central e 60 km/h na local. A única diferença é que a faixa da direita da pista local terá a velocidade mantida em 50 km/h. Para veículos pesados, o limite será de 60 km/h na expressa e na central e de 50 km/h na local.

O programa, batizado de Marginal Segura, também implantou dezessete lombofaixas, que são faixas de pedestres adaptadas em lombadas mais largas nas alças de acesso, e o uso de catorze radares-pistola para fiscalizar exclusivamente motociclistas. A gestão Doria também adquiriu dez novas picapes, o que ampliou a segurança e a fiscalização nas marginais Tietê e Pinheiros. O programa foi batizado de Anjos da Marginal.

Em 2015, o então prefeito Fernando Haddad (PT) havia reduzido o limite de velocidade de 90 km/h para 70 km/h nas faixas expressas e nas locais de 70 km/h para 50 km/h. Nas pistas centrais, a velocidade máxima era de 60 km/h.

Continua após a publicidade

Desde a revogação da redução da velocidade nas marginais, São Paulo registrou  367 casos de acidentes com vítimas nessas vias nos primeiros três meses de 2017, de acordo com levantamento da Polícia Militar divulgado na quinta-feira. Em comparação com o mesmo período de 2016, são 133 casos a mais, um crescimento de 56%.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade