Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Delação da Odebrecht: Jucá agia em sintonia com Renan

Senador do PMDB-RR chegou a defender MP que a empreiteira nem havia pedido, apenas para agradar a financiadora das propinas

Por Da redação Atualizado em 10 dez 2016, 10h04 - Publicado em 10 dez 2016, 09h58

O senador Romero Jucá levou a sério a missão de defender os interesses da empreiteira Odebrecht no Congresso. Pelo menos é o que deixa claro em sua delação o lobista da empreiteira Claudio Melo Filho, que VEJA publica na edição desta semana. Segundo 0 ex-funcionário da empresa, o parlamentar do PMDB de Roraima se aliou ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), para defender abertamente os interesses do grupo e, mais que isso, centralizou o recebimento das propinas.

Em 2014, para aprovar a Medida Provisária 651, de 2014, que ficou conhecida como “pacote de bondades”, Jucá atuou sem ser sequer acionado pela Odebrecht. Agiu movido pela “certeza de que receberia pagamentos a pretexto de contribuição de campanha”. Com base nessa convicção, logo que a MP 651 começou a tramitar, Jucá apresentou quatro emendas de interesse da empresa e atuou junto ao governo para que o texto, quando chegasse ao Palácio do Planalto, não fosse vetado. Deu tudo certo. “O tema foi aprovado no Congresso e depois sancionado pela Presidência da República”, diz Melo Filho. Em seguida, Jucá apresentou a fatura para a Odebrecht. Pediu dinheiro para a campanha eleitoral de seu filho, Rodrigo Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima. Levou 150 000 reais.

Segundo Melo Filho, ao longo do tempo, Jucá centralizou o recebimento de 22 milhões de reais em propina como pagamento pela aprovação de emendas defendidas pela Odebrecht. Do total, conforme o executivo, 20 milhões ficaram para Jucá e seu sócio, Renan Calheiros, o “Justiça”.

“O senador Romero Jucá centralizava o recebimento de pagamentos e distribuía os valores internamente no grupo do PMDB do Senado Federal, especificamente, no que posso atestar com total segurança, no que diz respeito aos senadores Renan Calheiros e Eunício Oliveira”, diz Melo Filho. “A Odebrecht sempre ajudou Renan Calheiros, de forma indireta, através de Romero Jucá.” Os pagamentos aos senadores eram periódicos e atrelados à aprovação das emendas de interesse da Odebrecht. Na prática, as medidas provisórias eram vendidas pelos parlamentares e compradas pela empreiteira.

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)