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Delação da Odebrecht: Renan sabia de tudo

Delator destaca o empenho do atual presidente do Senado para aprovar uma medida que favorecia a Odebrecht em 2015

Por Da redação 9 dez 2016, 22h18

A explosiva delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho a que VEJA teve acesso e publica na edição que vai às bancas nesta semana põe entre os principais agentes do megaesquema de corrupção o presidente do Senado, Renan Calheiros, um dos cerca de quarenta políticos que receberam propinas da empreiteira. Ao lado do senador Romero Jucá, considerado um “funcionário” exemplar do grupo criminoso, ele também se esforçava para viabilizar os interesses da empreiteira e agia duramente nos bastidores.

“A Odebrecht sempre ajudou Renan Calheiros, de forma indireta, através de Romero Jucá”, conta Melo Filho. Os pagamentos aos senadores eram periódicos e atrelados à aprovação das emendas de interesse da Odebrecht. Na prática, as medidas provisórias eram vendidas pelos parlamentares e compradas pela empreiteira. Há vários casos descritos na delação.

A parceria entre Jucá e Renan, embora clandestina, era simbiótica. Melo conta que, certa vez, procurou Renan para tratar da renovação de contratos de empresas do grupo Odebrecht junto à Companhia Hidrelétrica do São Francisco, a Chesf. Renan acionou o parceiro, e Jucá empregou uma tática de guerrilha. Foram 34 emendas em nove medidas provisórias diferentes. O Congresso aprovou, mas um acidente de percurso atrapalhou tudo: “O conteúdo foi vetado pela Presidência da República”, diz Melo Filho, sem explicar as razões do veto. Em março de 2015, o Congresso, sob o comando de Renan, até tentou derrubar o veto, mas não conseguiu. Relembra Melo Filho: “Faltaram apenas dois votos para derrubar o veto, embora tenha sido público o empenho do senador Renan Calheiros, que presidia a sessão”.

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

 

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