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Copacabana: um grande mercado a céu aberto

Um dos bairros mais famosos do Rio está lotado de turistas e ambulantes circulando pelo calçadão

Por Cecília Ritto - 7 ago 2016, 09h51

A movimentação de turistas ocupa toda a orla do bairro de Copacabana neste fim de semana de sol. A quantidade de gente fez crescer também o número de vendedores ambulantes caminhando pelo calçadão e oferecendo à multidão toda a sorte de produtos: camisetas, bandeiras, apitos, miniestátuas do Cristo Redentor, pulseiras, faixas e até cachecol – quase sempre nas cores verde e amarela. No meio de um mar de gente, eles tentam passar incólumes pela fiscalização, e em muitas vezes conseguem. A um quilômetro do quadrilátero mais disputado da praia, onde estão os aros olímpicos fincados na areia e uma aglomeração de camelôs com produtos falsificados, há uma megaloja oficial dos jogos do Rio. Os produtos piratas saem a metade do preço, mas também apresentam um acabamento duvidoso. “São muitas pessoas vendendo, a concorrência no calçadão está grande”, diz Daniel Mota, de 17 anos, que vende balas no trem durante a semana.

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Enquanto os camelôs tentam esvaziar as sacolas, as pessoas querem mesmo é passear e tirar fotos em frente aos cinco anéis que representam os continentes. Muitos pisam na areia de tênis, calça jeans ou vestido para garantir o melhor ângulo, e não se importam em dividir a foto com desconhecidos. Também aparecem pessoas como Leila Alves, de 65 anos, vestida com blusa do Brasil, faixa amarela na cabeça, anel com a bandeira do país e pulseiras verde e amarela. Enquadrou os aros, o hotel Copacabana Palace e a mãe, Leda Gonçalves, de 86 anos, numa mesma imagem. “Estou curtindo a Olimpíada”, diz Leila.

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