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Chefe de estação de tratamento de água da Cedae é exonerado no Rio

Júlio César Antunes foi comunicado da decisão na noite de terça-feira, doze dias após início das reclamações sobre o gosto e a coloração da água

Por Da Redação - 15 jan 2020, 08h35

A Companhia de Águas e Esgotos do Estado (Cedae) exonerou o chefe da Estação de Tratamento de Água Guandu, Júlio César Antunes, na noite da terça-feira 14, doze dias após o início da crise de abastecimento de água no Rio. A informação foi confirmada pela empresa. Mais de 1,5 milhão de pessoas de várias regiões do estado reclamam da coloração, cheiro e gosto da água distribuída pela Cedae, que vem do reservatório da companhia, no Rio Guandu. A crise provocou uma corrida às prateleiras de supermercados do Rio em busca de água mineral.

Segundo a Cedae, a água alterada se deve à presença de geosmina, substância orgânica produzida por algas e que não representa risco à saúde dos consumidores. Mesmo assim, informou que começou a acrescentar carvão ativado no processo de purificação. “Isso será feito para reter a geosmina caso esse fenômeno volte a ocorrer”, disse a empresa, em nota divulgada na semana passada.

“Vale lembrar que o método já vem sendo utilizado por outros estados (São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, por exemplo), onde o problema tem maior recorrência”, explica a Cedae. A empresa acrescenta que a última vez que identificou a presença de geosmina na água foi em 2004 e, na época, avaliou que não era necessário acrescentar carvão para ajudar na filtragem. 

No Twitter, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), disse na noite de terça que determinou uma “apuração rigorosa tanto da qualidade da água quanto dos processos de gestão” da Cedae; e que a empresa deve acelerar uma solução definitiva para aprimorar a qualidade da água e do tratamento de esgoto das cidades próximas aos mananciais. “O consumidor não pode ser prejudicado.”

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