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CGU desautorizou indigenista a atuar como consultor da Univaja

Órgão de fiscalização do governo federal alertou sobre "conflito de interesses” em consultoria de Bruno Pereira, que está desaparecido

Por Hugo Marques Atualizado em 14 jun 2022, 20h10 - Publicado em 14 jun 2022, 19h26

Quatro meses antes de desaparecer ao lado do jornalista britânico Dom Phillips, o indigenista brasileiro Bruno Pereira foi desautorizado pela Controladoria-Geral da União (CGU) a atuar como consultor em projetos da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). A entidade concluiu que, por ser funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), a presença de Pereira em uma entidade privada poderia representar conflito de interesses. A consulta à CGU foi feita pelo próprio indigenista ainda em fevereiro de 2020, mas só foi respondida dois anos depois, em fevereiro passado, quando ele já atuava em nome da entidade.

Ao consultar a CGU, Bruno Pereira informou que pretendia trabalhar na Univaja e na Nia Tero Foundation, uma organização dos Estados Unidos ligada a questões indígenas, entre outras funções na implementação de projetos para capacitar as comunidades em questões relacionadas à terra. Ele alegou que poderia atuar nesses projetos porque “não lida ou tem acesso a informações sigilosas ou privilegiadas no exercício do seu emprego público e que não exerce poder decisório [na Funai]”. Conforme mostrou VEJA, Bruno Pereira abriu uma empresa, a Bruno Pereira Consultorias Socioambientais, em 2020, cuja sede foi registrada no endereço residencial onde ele morou em Brasília.

“O senhor Bruno da Cunha Araújo Pereira, agente de Indigenismo da Fundação Nacional do Índio – Funai – não deve ser autorizado a atuar como consultor em projeto da União dos Povos Indígenas do vale do Javari (Univaja) e Nia Tero Foundation, sob risco de incorrer na situação de conflito de interesses”, disse a CGU ao analisar o caso. O órgão detectou ainda a atuação do indigenista em outras atividades privadas e disse que caberia à Funai detectar eventual violação ética e disciplinar do servidor.

Pereira e Phillips navegavam da comunidade de São Rafael rumo à Atalaia do Norte em uma expedição em aldeias da região quando desapareceram no último dia 5. Até agora as buscas encontraram pertences pessoais de ambos, como documentos e vestimentas, mas ainda não há vestígio de ambos.

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