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Caso Gabriel Monteiro: vereadores que o investigam pedem carros blindados

Integrantes do Conselho de Ética da Casa alegam ainda que vão à polícia denunciar as ameaças recebidas nas redes sociais por seguidores do parlamentar

Por Adriana Cruz 3 jun 2022, 18h06

Com medo de ameaças feitas nas redes sociais por  seguidores do vereador Gabriel Monteiro, PL, membros do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, que atuam no processo de cassação do parlamentar, solicitaram à Casa a liberação de carros blindados para reforçar a segurança do grupo, nesta sexta-feira, 3. Os parlamentares temem ainda estarem sendo espionados por Monteiro. Eles alegam que vão pedir uma varredura em seus gabinetes, pois suspeitam que tenham sido instalados pontos de escutas, com o objetivo de monitorar o que conversam sobre o caso. Ex-PM, Gabriel Monteiro é acusado de estupro, assédio sexual e de forjar vídeos com pessoas em situação de rua, entre eles o de um furto contra uma mulher, para postar em seu canal no youtuber.

De acordo com o presidente do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores, Alexandre Isquierdo, do União Brasil, os casos de ameaças serão ainda levados à Polícia Civil. “Há muitas mensagens recebidas pelos colegas dando conta de que a rotina de cada um deles é acompanhada; alertas para que não seja feita injustiça com o vereador e lembretes sobre a morte de Vinicius Hayden Witeze, ex-assessor do Gabriel Monteiro”, afirmou o presidente do Conselho de Ética, Alexandre Isquierdo.

Witeze era peça-chave nas investigações da Casa sobre as denúncias contra Gabriel Monteiro de assédio moral e sexual. Na quarta-feira, 25 de maio, o ex-assessor usou um colete à prova de balas para prestar depoimento no Conselho de Ética da Casa. Três dias depois, Witese morreu em um acidente de carro na RJ-130, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O caso é investigado pela polícia e até agora tratado como uma fatalidade, mas aumentou o clima de insegurança na Câmara de Vereadores.

Muitos parlamentares lembraram ainda que a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes foram mortos em 2018 e o mandante da emboscada ainda não foi preso. “Esta Casa vem de um trauma grande, que foi a morte da vereadora Marielle Franco. Todo cuidado é pouco”, disse Rosa Fernandes, do PSC, que também atua no Conselho. Monteiro é o segundo vereador do Rio a enfrentar um processo de cassação na história da Casa. No ano passado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, que está preso, foi cassado por responder a processo por tortura e morte do enteado, Henry Borel, de apenas 4 anos.

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