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Caso Bruno: mãe afirma que adolescente ‘já mentiu muitas vezes’ e ajuda tese de advogados de defesa do goleiro

Com identidade preservada, mulher dá entrevista a programa de TV e afirma que o filho, dependente químico, estava ameaçado de morte e foi salvo por Bruno

Por Rafael Lemos - 15 jul 2010, 17h44

A mãe do menor J., primo do goleiro Bruno que confessou participação no seqüestro de Eliza Samudio, diz que ainda não está convencida da versão do filho sobre o caso. Em entrevista ao programa Mais Você, da Rede Globo, ela explicou, na manhã desta quinta-feira, que o adolescente de 17 anos passou a mentir desde que se envolveu com as drogas. “Ele mente. Já mentiu muitas vezes para mim. Então, fica difícil acreditar”, afirma.

O testemunho em rede nacional serve como uma luva para os objetivos dos advogados de Bruno e demais suspeitos, de desqualificar o interrogatório do menor. Ela descreve o filho como um “dependente químico” que precisa de ajuda e revela que foi justamente esse o motivo que levou o menino a se mudar para casa do jogador. Segundo ela, o jovem foi ameaçado de morte por causa de dívidas com traficantes e buscou refúgio na residência de Bruno, que prometeu colocá-lo de volta na escola. “Eu disse que, se ele não me ajudasse, o meu filho iria morrer”, conta a mulher, lembrando como convenceu o atleta abrigar o menor.

Em vez de escola, J. se viu, nas últimas duas semanas, envolvido em um dos crimes mais macabros e de maior repercussão de que se tem notícia nos últimos anos. “Até agora, eu não acredito que isso tenha acontecido. Só vou acreditar nisso tudo que estão falando quando provarem”, desafia a mãe do menor. “O Bruno não faria isso com o meu filho”, completa.

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