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Caso Bernardo: Justiça nega liberdade para suspeitos

Em decisão, juiz afirmou que a manutenção da prisão dos irmãos Wirganovicz é importante para garantir a ordem pública

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de liberdade dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, presos preventivamente sob acusação de participação na morte e ocultação de cadáver do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos. O juiz Fábio Vieira Heerdt, que já havia negado a liberdade aos irmãos, entendeu que “a prisão é necessária, pelo menos neste momento processual, para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal”, em decisão proferida nesta quinta-feira.

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Segundo a acusação, Edelvânia ajudou a madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, a aplicar uma injeção letal no garoto e enterrar o corpo em um matagal de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos (RS), onde fica a casa da família. O irmão de Edelvânia teria aberto o buraco onde o menino foi enterrado.

O Ministério Público sustenta que o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, foi mentor do plano. Todos os participantes teriam interesses financeiros: o médico e a madrasta, nos bens que Bernardo herdaria da mãe, que se suicidou em 2010, e os irmãos, no pagamento prometido por Graciele.

Leandro e Evandro negam envolvimento no crime. Graciele admite que o garoto morreu em suas mãos, mas sustenta que o motivo foi ingestão acidental de medicamentos em excesso. Edelvânia assegura que não teve participação na morte do garoto.

(Com Estadão Conteúdo)