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Após chuvas, Rio de Janeiro segue em estágio de crise e com vias fechadas

Temporal provoca interdições e interrupções no fornecimento de transporte público; aulas foram suspensas nas redes municipal e estadual

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro (COR) informou que a cidade permanece em estágio de crise após as intensas chuvas que atingiram a cidade a partir da noite de segunda-feira 8 e deixaram ao menos quatro mortos. Na Barra e na Zona Sul, a previsão é de chuva forte. No Centro e na Zona Norte, de chuva moderada.

O impacto das chuvas segue sendo sentido na cidade ao longo desta terça-feira. 9. Com a mobilidade afetada, aulas foram suspensas nas redes municipal e estadual. O governador Wilson Witzel (PSC) decretou ponto facultativo nas repartições públicas.

De acordo com a última atualização do Centro de Operações, às 12h14, há quinze vias fechadas total ou parcialmente: Avenida Niemeyer, em ambos os sentidos; Alto da Boa Vista, em ambos os sentidos; Grajaú-Jacarepaguá, sentido Freguesia; Túnel Rebouças, sentido Centro; Mergulhão Billy Blanco; Avenida Borges de Medeiros, altura das ruas Lineu de Paula Machado e Mário Ribeiro; Rua Jardim Botânico, na altura do Jardim Botânico e nos dois sentidos em pontos ao longo da via; Avenida Armando Lombardi; Avenida Brasil, altura da Linha Vermelha; Rua Silveira Martins, altura do Catete; Rua Humaitá, sentido Botafogo; Avenida Embaixador Abelardo Bueno, altura Avenida Ayrton Senna; Estrada do Itanhangá, altura do Muzema.

Foram registradas quedas de árvores na Rua Bolívar, altura da Rua Barata Ribeiro, em Copacabana; Avenida Visconde de Albuquerque, altura do número 1.366 e do número 492, no Leblon; Rua Pedro Américo, altura do número 135, no Catete; Curva Chico Anysio, em Jacarepaguá; Avenida Niemeyer, em São Conrado; Estrada das Furnas, altura do número 3001, no Itanhangá; Rua 1º de Março, altura da Rua Visconde de Inhauma, Centro; e na Estrada da Canoa, 1446, em São Conrado.

O Centro de Operações alerta também para o aviso de ressaca no mar, feito pela Marinha, com a possibilidade de ondas de 2,5 metros atingirem a orla do Rio até a manhã de quinta-feira, 11. Só na manhã de hoje, a Defesa Civil acionou 45 sirenes, em 26 comunidades.

Transportes

No Metrô, o tráfego das linhas 1, 2 e 4 segue normal, com as estações abertas. Os intervalos do Metrô na Superfície estão irregulares, em virtude das fortes chuvas na Zona Sul. Na Supervia, a estação Olaria permanece fechada. A circulação em ambos os sentidos está irregular.

No VLT, a linha 1 circula apenas entre Praia Formosa e Cinelândia em virtude de alagamentos na região avenida Beira-Mar e do aeroporto Santos Dumont. Linha 2 segue fora de operação. No BRT, o corredor Transoeste operando entre Jardim Oceânico e Magarça, com intervalos regulares. Já os corredores Transcarioca e Transolímpica operam com intervalos regulares.

Mortes

No fim da noite desta segunda-feira, o Corpo de Bombeiros confirmou a primeira morte em decorrência dos alagamentos: um homem – que foi identificado como Guilherme Fontes, de 30 anos, um motoqueiro – foi encontrado embaixo de um veículo no bairro da Gávea . A causa provável apontada para o óbito é afogamento. Ele teria caído de sua motocicleta e sido arrastado pela correnteza.

Já duas mulheres, que são irmãs, morreram em um desabamento no morro da Babilônia, no Leme. No mesmo incidente, outra pessoa (tia delas) foi resgatada com ferimentos. A quarta vítima é um homem eletrocutado em Santa Cruz, na Zona Oeste.

(Com Agência Brasil)