Emilly Nunes: de vendedora de chip de celular a modelo
Descendente de índios aruans, ela foi criada seguindo as tradições dos ancestrais
“Quer trocar o chip do seu celular? São só 10 reais.” Era assim que Emilly Nunes abordava as pessoas nas ruas de Belém até o ano passado. A morena paraense de 21 anos (e 1,81 metro) ralava como ambulante até ser descoberta em um evento de moda e fechar contrato com uma agência de modelos de São Paulo. “Antes, éramos só eu e minha mãe em casa, e eu ajudava nas despesas vendendo chips”, diz. Descendente de índios aruans, Emilly foi criada seguindo as tradições dos ancestrais. “Ia para a mata colher açaí e bacuri, fazia farinha de mandioca e pescava”, conta. A garota chama atenção no exterior, mas os planos mais ousados foram cancelados pela pandemia. Enquanto viagens são proibitivas, ela gasta o tempo estudando inglês e comendo “qualquer coisa com bastante farinha”.
Publicado em VEJA de 2 de setembro de 2020, edição nº 2702






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