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Saudade de ‘Mare of Easttown’? Veja 4 séries no estilo ‘quem matou?’

Sensação da HBO é mais uma do filão dos "whodunnits", produções que giram em torno de crimes a serem solucionados

Por Amanda Capuano 10 jun 2021, 11h39

Grande parte do sucesso de uma série reside em sua capacidade de fazer o telespectador não titubear na hora de apertar o botão que leva ao próximo episódio. Um elemento essencial para isso é a curiosidade humana, e poucas coisas são tão eficazes para fisgá-la – que o diga Agatha Christie – quanto o mistério de um assassinato não resolvido. O filão em questão, que abraça investigações e reviravoltas de tirar o fôlego, é conhecido como whodunnit – do inglês who done it?,  ou “Quem matou?”, no bom português. Um bom exemplar foi a recente minissérie da HBO Mare of Easttown, agora disponível no HBO Go, que acompanha a detetive Mare, magistralmente interpretada por Kate Winslet, na investigação de um assassinato em uma cidade na Pensilvânia. A produção é um deleite a todos os aficionados por palpitar sobre quem é o culpado. Confira outras três minisséries do gênero selecionadas por VEJA que valem a maratona.

O Cavalo Amarelo
Onde: Globoplay

A minissérie é uma adaptação em três episódios do livro The Pale Horse, de Agatha Christie, e é uma boa pedida de trama rápida que prende até o final. A história acompanha Mark Easterbrook (Rufus Sewell), um escritor cuja primeira esposa morreu eletrocutada no banheiro. Tempos depois, o corpo de uma mulher é encontrado com uma lista de nomes, o de Mark incluso, escondida no sapato, e ele se torna suspeito do crime. Além de tentar provar a própria inocência, um detalhe macabro o faz investigar o caso por conta própria: a maior parte das pessoas da lista está morta, e tiveram óbitos muito semelhantes, o que o faz temer pela própria vida. Como é de praxe nos mistérios de Agatha Christie, a história oferece boas reviravoltas e uma série de pistas pelo caminho a quem estiver atento.

Sharp Objects
Onde: HBO Go

Camille Preaker (Amy Adams) é uma repórter recém-saída de uma instituição psiquiátrica que retorna à cidade natal para investigar o assassinato de duas adolescentes. A produção vai além do mistério central sobre a morte das garotas, já que a viagem remexe o passado da própria jornalista quando ela se vê obrigada a reencontrar a família que há muito não convive — incluindo a mãe hipocondríaca e uma meia-irmã desconhecida. No desfecho surpreendente, o quebra-cabeça das mortes e o emaranhado de segredos que envolve a cidade se conecta de maneira brilhante.

Em Defesa de Jacob
Onde: Apple TV+

Adaptado do best-seller homônimo de William Landay, a minissérie da Apple traz Chris Evans na pele de Andy Barber, um promotor de Justiça que investiga o assassinato a facadas de um adolescente na vizinhança pacata onde mora com a família. Não demora para o jurista ser afastado do caso quando o filho dele, de 14 anos, Jacob (Jaeden Martell), entra no topo da lista de suspeitos. Disposto a protegê-lo, Barber dá início a uma investigação paralela que ora ajudam o garoto, ora levantam dúvidas sobre sua inocência. Afinal, quem é o assassino a solto no bairro? O mistério é bem conduzido e prende o telespectador, além de levantar os podres maquiados pelo sistema judiciário.

Criminal 
Onde: Netflix

Em um formato mais dinâmico, a minissérie dividida em quatro nações — Alemanha, Espanha, França e Reino Unido — desvenda um crime por episódio. Independentes, os capítulos seguem o mesmo formato, no qual o suspeito é interrogado pela polícia local. O espectador analisa cada fala e movimento do possível criminoso juntamente com os investigadores, que precisam descobrir se a pessoa é de fato culpada dentro do tempo limite para que ela seja solta.

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