Clique e assine com até 92% de desconto
Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

Recurso de Lula será o primeiro da pauta da 8ª Turma em 2018

Defesa do ex-presidente critica velocidade do julgamento que pode tornar o petista inelegível nas eleições presidenciais

Por Paula Sperb Atualizado em 13 dez 2017, 15h27 - Publicado em 13 dez 2017, 14h19

O julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra condenação pelo juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá, marcado para 24 de janeiro, será o primeiro a ser julgado em 2018 pela 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

O última sessão no TRF4 em 2017 ocorre nesta quarta e os trabalhos serão retomados em 24 de janeiro do próximo ano, mesmo dia do julgamento do recurso de Lula, conforme VEJA apurou. A defesa do ex-presidente critica a velocidade do processo. Para o advogado Cristiano Zanin Martins, o TRF4 tentar inviabilizar a candidatura de Lula a presidente nas eleições de 2018. Ele é o favorito nas pesquisas eleitorais e pode se tornar inelegível caso seja condenado também em segunda instância.

O relator do processo, o desembargador João Pedro Gebran Neto, entregou seu voto em 5 de dezembro. O conteúdo do voto do relator é sigiloso. A defesa de Lula entrou com um recurso questionando a celeridade e solicitou informações sobre os demais processos em tramitação para confirmar a discrepância de tratamento dado aos outros acusados e a Lula.

  • Os desembargadores da 8ª Turma do TRF4, que julgam as ações da Operação Lava Jato em segunda instância, são conhecidos por serem mais duros que Moro na revisão das penas. Além de Gebran Neto, o relator, a turma é formada por Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus.

    O presidente do TRF4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, disse que Lula será julgado de forma “desapaixonada”“A 8ª Turma vai julgar de forma isenta, imparcial e desapaixonada, como o Poder Judiciário deve ser”, falou o magistrado.

    Na última semana, a 8ª Turma decidiu manter o bloqueio de 16 milhões de reais da conta de Lula.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade