Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.
Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

Caravana de Lula em Bagé gera repúdio de vereadores

“Nossa Rainha da Fronteira não pode receber um condenado pela Justiça”, argumentou parlamentar da cidade fronteiriça com o Uruguai

Por Paula Sperb - Atualizado em 19 mar 2018, 12h18 - Publicado em 6 mar 2018, 14h43

A passagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Bagé, cidade na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, incomodou políticos do município. A “caravana de Lula”, marcada para iniciar em 19 de março na cidade motivou uma moção de repúdio protocolada pela maioria – 14 a 3 – dos vereadores na sessão da última segunda-feira.

“A nossa Rainha da Fronteira [como Bagé é chamada] não pode receber um condenado pela Justiça Brasileira e um dos grandes responsáveis pela instauração da corrupção desgovernada no Brasil”, disse o vereador Antenor Teixeira (PP) em sua página.

O vereador também disse que “o povo brasileiro está cansado de ver sujeitos presos por condenações ínfimas e crimes de menor potencial ofensivo enquanto um ex-presidente é condenado a mais de 12 anos de prisão, em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e continua livre, realizando caravanas de cunho político pelo nosso país”.

Na véspera de sua condenação pelo TRF4, em discurso em Porto Alegre, Lula disse que a caravana pelo Sul iniciaria em fevereiro, data que posteriormente foi modificada. No discurso para 50.000 pessoas, Lula citou diversas gaúchas que pretendia incluir no seu roteiro como São Borja, “terra do trabalhismo de Getúlio Vargas”, e Bagé, onde há um campus da Unipampa, uma universidade federal criada no governo petista.

Publicidade

Na última eleição presidencial, de 2014, o PT foi derrotado pelos eleitores de Bagé. O senador Aécio Neves (PSDB) fez 37.127 votos diante de 29.740 de Dilma Rousseff (PT).

Publicidade