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Ricardo Rangel

O Brasil dança à beira do precipício

A PEC da Impunidade não está morta e não é um esforço isolado

Por Ricardo Rangel Atualizado em 2 mar 2021, 09h30 - Publicado em 1 mar 2021, 17h46

Felizmente, não deu certo.

Mas Arthur Lira tentou aprovar, de roldão, a PEC da Impunidade — e chegou perto de conseguir.

Mas o assunto não está encerrado, e não é um esforço isolado: a PEC faz parte de um conjunto.

Bolsonaro interferiu na Polícia Federal, cooptou o Procurador-Geral da República e ministros de tribunais superiores , transformou o ministro da Justiça e o Advogado-Geral da União em seus advogados pessoais, nomeia um militar atrás do outro (militares, como ensinou Pazuello, sempre obedecem ao chefe), hostiliza a imprensa, processa jornalistas com base na a Lei de Segurança Nacional, ataca a democracia diuturnamente.

Recentemente, a Câmara entregou seu comando a um apaniguado do presidente, e ele ainda não desistiu de entregar a comissão mais importante da Casa, a de Constituição e Justiça, a uma bolsonarista radical.

O caso Daniel Silveira deveria levar o Congresso a substituir a Lei de Segurança Nacional por uma lei de defesa da democracia que garanta punição severa e inquestionável para golpistas como o deputado brucutu. Em vez disso, a Câmara cogita alterar a Constituição para garantir impunidade justamente àqueles que lutam para rasgar a Constituição e fechar a Câmara.

O Brasil dança à beira do precipício.

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