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Ricardo Rangel

As delícias de ser bolsonarista

Para ser bolsonarista, simpatia não basta, é preciso amor verdadeiro

Por Ricardo Rangel Atualizado em 10 nov 2020, 14h18 - Publicado em 10 nov 2020, 16h06

Desde que tomou posse, Bolsonaro interferiu, por motivos familiares, no Coaf, na Receita Federal e na Polícia Federal. Forçou Moro a se demitir. Enterrou a Lava-Jato. Humilhou os generais. Loteou seu governo para o Centrão. Ficou amigo de Gilmar Mendes. Deu abraço fraterno em Dias Toffoli. Nomeou Kassio Nunes, que consegue se dar bem com o Centrão e com o PT ao mesmo tempo, para  STF. Sem falar, claro, do Queiroz e dos 89 mil da Michelle.

Bolsonaro é uma máquina, nunca para. Recentemente visitou Fernando Collor (a quem já classificou como “sem moral’) em Alagoas, onde fez juras de amor eterno ao ex-presidente impeachado em 1992 e hoje enrolado na Lava-Jato, e afirmou que ele “luta pelos interesses do Brasil”.

E vem mais por aí.

As pesquisas indicam não apenas que a maioria dos candidatos de Bolsonaro fracassará nas eleições municipais — nas principais capitais, São Paulo, Rio e Belo Horizonte, perigam nem chegar ao segundo turno —, como o Centrão será muito bem sucedido.

Ou seja, o preço do Centrão para continuar apoiando Bolsonaro vai subir. Ou seja, a presença do Centrão no ministério tende a aumentar.

Deve ser uma delícia ser bolsonarista.

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