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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Haddad e a farsa da TV municipal: é grotesco!

O prefeito, que não cumpre promessas, certamente não deixaria de entregar uma farsa se reeleito fosse

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 22h04 - Publicado em 19 ago 2016, 04h35

O prefeito Fernando Haddad é mesmo das figuras mais grotescas surgidas na política brasileira, tomada a palavra como sinônimo de estapafúrdio, de bizarro, de caricato.

Tendo descumprido de forma quase religiosa todas as promessas que fez em 2012, ele se lança agora à reeleição com uma ideia-força: criar uma TV pública municipal, que, segundo os seus cálculos, custará R$ 10 milhões… por ano!

Respondendo a críticos da proposta, o petista fez o que mais sabe: falseou a questão. Disse: “Não entendo como alguém possa ser contra a periferia se expressar num canal específico. É muita crueldade não querer, tendo a tecnologia disponível, que as pessoas se expressem. Deixar a comunidade se expressar virou pecado”.

Entenderam? Em vez de ele debater a viabilidade de uma TV pública municipal, passa a falar em nome da expressão da periferia, como se alguém fosse contrário a isso.

É impressionante! A TV Brasil surgiu com ambições relativamente modestas e hoje consome metade dos recursos destinos a EBC: devem chegar a R$ 535 milhões neste ano. E seu apelido, nem é preciso dizer por quê, é TV traço. Vocês acham mesmo que uma eventual TV municipal custaria menos de R$ 1 milhão por mês?

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Mais: a queda da presidente Dilma permitiu que se abrissem os arquivos da TV Brasil: lá estavam pendurados, em contratos milionários, os subjornalistas notórios por puxar o saco do PT. Vale dizer: nem eram sabujos por convicção, mas por dinheiro mesmo. Trata-se de gente que cobra caro para atacar reputações e ainda mais caro para elogiar. É um caso notável de prostituição ideológica.

A TV Brasil é um caso exemplar de desperdício de dinheiro público. Foi criada sob o pretexto de que era preciso manter a diversidade e a pluralidade de vozes na comunicação — como se isso não existisse hoje em dia, especialmente depois da Internet. Farsantes que são, os petistas transformaram a emissora num reduto de esquerdistas. E de esquerdistas irrelevantes, já que ninguém sintoniza o canal.

O que importa? A patota não está preocupada com o público, mas em manter as próprias benesses. Haddad promete, se eleito, reproduzir a farsa em escala municipal.

Entendo o prefeito. Ele não pode falar de corredores de ônibus porque, afinal, ele os prometeu e não os entregou. Ele não pode falar em creches: ele as prometeu e não as entregou. Ele não pode falar em postos de saúde: ele os prometeu e não os entregou.

Então ele promete criar uma TV municipal.

Haddad é plenamente capaz de prometer uma farsa e de cumprir essa promessa.

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