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Apesar da alta do juro, mercado prevê mais inflação

Por Fernando Nakagawa, no Estadão: O aumento do juro na semana passada não foi suficiente, pelo menos por enquanto, para reverter o pessimismo do mercado com a inflação. Pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central mostra que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu pela sétima semana seguida, de […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 13h04 - Publicado em 25 jan 2011, 06h33

Por Fernando Nakagawa, no Estadão:

O aumento do juro na semana passada não foi suficiente, pelo menos por enquanto, para reverter o pessimismo do mercado com a inflação. Pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central mostra que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu pela sétima semana seguida, de 5,42% para 5,53%. E, pela primeira vez após 121 semanas de números inalterados, a estimativa para a inflação em 2012 também subiu e já está em 4,54%. Entre analistas, ganha força a percepção de que o juro pode subir em ritmo mais forte para tentar conter a alta de preços.

Mesmo após a alta do juro na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) capitaneada por Alexandre Tombini, as previsões para a inflação continuaram a se deteriorar – exatamente como ocorre desde o fim do ano passado – e a aposta para o IPCA se afastou ainda mais do centro da meta de inflação. “Diante da piora das expectativas para o IPCA também no próximo ano, aumenta a probabilidade de alta da Selic de 0,75 ponto porcentual na próxima reunião do Copom”, diz o economista-chefe do Banco J. Safra de Investimento, Cristiano Oliveira.

A primeira alta das previsões para a inflação em 2012 – após mais de dois anos de estimativas inalteradas – azedou o ambiente nos negócios. Diante da surpresa com a piora, as taxas no mercado de juros futuros apontaram para cima desde os primeiros negócios de ontem. Aqui

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