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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Adams, um dos Três Patetas, volta à carga contra o TCU

Luís Inácio Adams, um dos que apelidei de “Os Três Patetas”, voltou à carga nesta segunda contra o relator das contas de Dilma no TCU, Augusto Nardes. Adams reiterou a intenção do governo de recorrer “a tribunais superiores” caso aquela corte conserve o ministro como o responsável pelo relatório sobre as contas da presidente relativas […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 00h22 - Publicado em 5 out 2015, 21h36
Fotomontagem do Leitor Jorge Luiz, que foi enviada ao blog depois do primeiro post a respeito

Fotomontagem  feita pelo leitor Jorge Luiz, que foi enviada ao blog depois do primeiro post a respeito

Luís Inácio Adams, um dos que apelidei de “Os Três Patetas”, voltou à carga nesta segunda contra o relator das contas de Dilma no TCU, Augusto Nardes. Adams reiterou a intenção do governo de recorrer “a tribunais superiores” caso aquela corte conserve o ministro como o responsável pelo relatório sobre as contas da presidente relativas a 2014.

O julgamento está previsto para quarta-feira e, por enquanto, está mantido. Não há chance de a patuscada prosperar no tribunal. O corregedor não precisa, se não quiser, nem mesmo ouvir seus pares. O Planalto teria de apelar ao STF, pedindo uma liminar para suspender a sessão. Duvido que seja concedida.

Em nova entrevista, ora vejam, Adams diz não questionar a análise técnica do tribunal. E se saiu com frase de sentido obscuro: “A condução do relator não contamina a análise técnica; contamina a participação dele no processo”. Se afirmou isso mesmo, como leio na Folha, falou qualquer coisa, o que lhe deu na telha, e a fala não faz sentido nenhum.

Ora, se a alegada “condução” não maculou a questão técnica, resta que condução, então, não era porque sempre se conduz alguma coisa, com esse sentido por ele empregado, para desviar algo de sua rota natural. Se a análise técnica de Nardes está certa, supõe-se que outro em seu lugar teria feito o mesmo juízo.

E Adams segue adiante, numa gramática que lembra o dilmês castiço: “Querer cumprir a lei deve fazer [Nardes] se sentir intimidado. O que falamos é aplicar uma regra objetiva. Regra que temos jurisprudência do tribunal, regra estabelecida para todos os magistrados, e inclusive o tribunal. Se há intimidação, é o medo do próprio judiciário, que é quem vai julgar”.

Ora vejam: com medo do voto de Nardes, que deve ser pela rejeição das contas, o governo decide levantar uma sombra de suspeição contra o ministro e ainda inverte, vamos dizer assim, o ônus do temor.

Eis aí: esse é governo conduzido pelo Pixuleco. Esse é o governo que, no momento, está sob as ordens de Lula. Esse é o governo ao qual Dilma já renunciou. Se preciso, investe na crise institucional e ainda chama suas pantomimas de resistência democrática.

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